O protesto de parte da torcida do Santos no último domingo, antes, durante e depois da vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-MG, na Vila Belmiro, deixou Jorge Sampaoli incomodado. O técnico, porém, não pensa em sair (e nem a diretoria em demitir). O contrato vai até dezembro de 2020.

O desabafo do treinador durante entrevista coletiva foi uma forma de pedir apoio ao projeto, não de ameaçar pedir demissão: “Se for para ganhar de qualquer forma, a gente entra com um revólver e mata o adversário”, chegou a dizer o argentino.

Para Sampaoli, a pressão deve existir pelo futebol ofensivo e bom desempenho, não por resultados já no primeiro semestre de trabalho. O balanço, na avaliação da comissão técnica, é positivo. O único revés considerado inadmissível é a eliminação na Sul-Americana para o modesto River Plate-URU.

Jorge Sampaoli está feliz no clube e confiante para o segundo semestre (e mais ainda para 2020). Ele entende que pode fazer os ajustes necessários durante a pausa para a Copa América e valoriza o tempo para os reforços recentes, casos de Marinho e Uribe, se ambientarem ao sistema de jogo.

O Santos concluirá o primeiro semestre com o clássico diante do Corinthians nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. O Peixe terá folga de 11 dias logo depois da partida. A reapresentação está marcada para 24 de junho, à tarde, no CT Rei Pelé. O Alvinegro é o atual vice-líder, com 17 pontos.

Da Gazeta Esportiva