quarta-feira, 13 - maio - 2026 : 8:25

Programa de Pós-graduação em Sociologia da UFGD completa 10 anos

Em 2023, o Programa de Pós-graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) completa 10 anos. Ao longo desse período, foram formados 86 mestres em Sociologia, na sua maioria pessoas com graduação em Ciências Sociais, mas, também, profissionais de diferentes áreas como Direito, Ciências Econômicas, Administração, História, Psicologia, Filosofia, Teologia, Jornalismo, Pedagogia, Relações Internacionais, Assistência Social e, inclusive, Educação Física. “O mestrado em Sociologia foi o primeiro no estado e na região”, conta a coordenadora do curso, professora Maria Gabriela Guillén Carias.

De acordo com ela, a maior parte dos egressos dá aulas nos ensinos médio e superior, tanto em instituições públicas como privadas. Também se verifica que muitos profissionais com mestrado em Sociologia trabalham em órgãos públicos, ocupando diversos cargos, oferecendo consultorias e realizando pesquisas. Alguns atuam no âmbito da sociedade civil junto a organizações não governamentais (ONGs), movimentos sociais e sindicatos. “Acreditamos que a formação que o mestrado em Sociologia oferece, além do compromisso social, se caracteriza primordialmente por capacitar para a interpretação da realidade social com a finalidade de orientar políticas e ações das instituições e entidades em que nossos egressos atuam”, avalia Gabriela.

Ainda conforme a professora, as pesquisas produzidas pelos mestrandos têm como foco as particularidades da realidade sul-mato-grossense, abordando processos de conflito e desigualdade social na região, em conexão com as tendências do capitalismo nacional e global. Os temas mais recorrentes das pesquisas têm sido: relações de gênero, assentamentos rurais, movimentos de luta pela terra, precarização do trabalho, ações afirmativas e relações étnico-raciais, direitos humanos e justiça, fronteiras e reflexões teóricas sobre democracia, política e crítica ao sistema capitalista. “Além de ser uma experiência pioneira na interiorização dos cursos de pós-graduação, nosso mestrado se configura como um polo de produção de conhecimento científico e pensamento crítico sobre a realidade social do estado e da região da grande Dourados”, analisa a docente.

Com o acúmulo de conhecimento teórico-prático sobre as populações da região e seus principais problemas, verificou-se a necessidade de oferecer a oportunidade de um curso em nível de doutorado, que foi aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) em 2023. “A expectativa é de que haja uma continuidade e um aprimoramento das pesquisas e as reflexões teóricas iniciadas no mestrado pelos nossos discentes. A previsão é que até o início de 2024 saia o primeiro edital de seleção para a primeira turma de doutorado”, revela a coordenadora do PPGS.

Na avaliação de Gabriela, o grande desafio do curso tem sido manter a qualidade do ensino e da pesquisa em um contexto neoliberal de cortes orçamentários que precarizam o trabalho docente e técnico-administrativo. “A permanência dos estudantes é o outro lado da moeda da precarização pelo reduzido número de bolsas com que o programa tem contado historicamente. Todos estes problemas estão relacionados a uma crescente burocratização da vida acadêmica, resultante dos excessivos controles que o cenário de insuficientes recursos públicos alocados para a educação, acarreta. Isso dificulta as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Apesar disso, docentes, técnicos administrativos e trabalhadores terceirizados têm garantido no dia a dia a qualidade do processo de ensino-aprendizado e a produção de conhecimento com rigor científico, a prova está em que na última avaliação quadrienal da CAPES o PPG em Sociologia subiu para nota 4”, avalia a professora.

Evento
Nesta segunda-feira, 16/10, tem início a terceira edição do Seminário do Programa de Pós-graduação em Sociologia que será realizado, pela primeira vez, juntamente dos estudantes de graduação em Ciências Sociais da UFGD. Dessa forma, a expectativa é que o público seja maior do que em anos anteriores.

O seminário tem como tema “Tempos de crises ao mesmo tempo e em todo lugar”, e a programação conta com palestras, mesas redondas e grupos de trabalho que pretendem debater os diferentes aspectos que apontam para uma crise sistêmica do capitalismo global. “Não se trata apenas de uma crise econômica, mas também um grande retrocesso das conquistas em termos de direitos trabalhistas, territoriais e ambientais no Brasil e no mundo. Nesse seminário nos reuniremos para discutir e refletir sobre as origens dessa crise e os desafios que estão postos para a humanidade”, explica Gabriela.

Para saber mais sobre o evento: https://encurtador.com.br/pBI78

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