
Uma megaoperação nacional coordenada pela Polícia Federal foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (8), com o objetivo de combater crimes de abuso sexual infantil praticados principalmente no ambiente virtual. Batizada de Operação Proteção Integral III, a ação ocorre em Mato Grosso do Sul e outros 15 Estados brasileiros, com apoio das Polícias Civis locais.
A operação tem como foco criminosos envolvidos na produção, compartilhamento e posse de material relacionado à exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. Segundo a PF, essa é uma das maiores mobilizações do ano no enfrentamento a crimes sexuais contra menores no ambiente digital.
Estão sendo cumpridos 182 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva em todo o país. Além disso, até o momento, a operação resultou em 37 prisões em flagrante, duas apreensões de menores e o resgate de duas vítimas que estavam em situação de risco.
A Proteção Integral III dá sequência a outras duas fases da operação realizadas em março e maio deste ano, ampliando o cerco a criminosos que atuam em redes de compartilhamento de conteúdo ilegal envolvendo menores de idade.
Em nota, a Polícia Federal informou que, somente em 2025, entre os meses de janeiro e setembro, já foram cumpridos mais de 1.630 mandados de prisão de foragidos condenados por crimes sexuais. “Isso demonstra o empenho da instituição em proteger crianças e adolescentes e responsabilizar autores de crimes dessa natureza”, destacou a PF.
A ação conta com um efetivo expressivo: 617 policiais federais e 273 policiais civis participam simultaneamente das diligências. A operação é fruto de um trabalho de inteligência e cooperação interestadual para localizar suspeitos e coibir novos abusos.
Além de Mato Grosso do Sul, os mandados estão sendo cumpridos nos Estados de Alagoas (AL), Amazonas (AM), Bahia (BA), Ceará (CE), Distrito Federal (DF), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Pará (PA), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Sul (RS), Santa Catarina (SC) e São Paulo (SP).
A Polícia Federal reforça que a sociedade tem papel fundamental na denúncia de crimes de exploração sexual infantil, e que o material apreendido nesta nova fase será periciado, podendo gerar novas identificações de vítimas e criminosos ao longo das investigações.




















