Odilon prega independência econômica e combate à violência contra a mulher

Odilon de Oliveira durante entrevista na manhã desta quinta-feira, 25, na rádio CBN de Campo Grande – Assessoria

O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, juiz Odilon de Oliveira (PDT), foi entrevistado na manhã desta quinta-feira, 25, na rádio CBN de Campo Grande, onde defendeu que a mulher sul-mato-grossense tenha dependência econômica e que haja políticas públicas de combate à violência contra o gênero, já que hoje o Estado é o primeiro em estupros do país, em proporção a população.

Perguntado sobre as políticas públicas para as mulheres em um futuro governo, Odilon afirmou que as mulheres precisam ter independência econômica por uma questão de igualdade, e também porque isso as ajudaria a não ter medo de denunciar agressões, caso elas aconteçam.

“Há necessidade de criação de instrumentos que permitam o cumprimento do que está escrito na Constituição Federal, homens e mulheres são iguais, em tudo, mas na prática é diferente. Nós temos que profissionalizar as mulheres. Elas têm que ter meios para estudar”, declarou o candidato.

Segundo Odilon, a profissionalização também seria uma forma de conscientizar a sociedade sobre as mulheres, que tem sido vítimas de vários tipos de preconceitos no país. “No Brasil as mulheres são discriminadas, inclusive na política. Existe uma cota de 30% para candidatura das mulheres. E porque essa cota não é para vagas? Senão fica só na formalidade”.

Outro problema que Odilon pretende enfrentar de frente é em relação à violência contra mulher. O pedetista declarou que pretende implantar mais delegacias da mulher, estruturadas, e criar mecanismos para diminuir os casos de estupros.

“A violência contra a mulher é muito grande aqui no Estado. Mato Grosso do Sul é o campeão nacional vergonhosamente em questão de estupro, em proporção à população. Então a gente tem que criar mecanismos para evitar isso. Nós temos que valorizar sim as mulheres, combater a violência. Infelizmente o Estado não pode legislar sobre direito penal, mas nós temos que cumprir com rigor a legislação federal a respeito disto”, afirmou o candidato.

Da Assessoria