
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira (4) uma nova etapa do Desenrola Brasil, programa voltado à renegociação de dívidas de pessoas com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente atualmente a R$ 8.105.
A nova versão do programa permitirá a negociação de débitos relacionados a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. A proposta do governo é facilitar a regularização financeira de consumidores endividados e ampliar o acesso ao crédito.
Apesar do objetivo de reduzir a inadimplência, programas desse tipo costumam gerar debate entre especialistas por causa do chamado “risco moral”. A crítica é que perdões de juros, multas e descontos podem incentivar novos atrasos no futuro.
Um dos pontos mais discutidos da nova etapa envolve os contratos do Fies, o Fundo de Financiamento Estudantil. O programa prevê condições especiais para cerca de 1 milhão de estudantes que contrataram o financiamento e estão com parcelas em atraso há mais de 90 dias.
A renegociação de dívidas do Fies não é inédita. Medidas semelhantes já foram adotadas em gestões anteriores, tanto no governo de Jair Bolsonaro quanto no atual governo Lula, com diferentes formatos de refinanciamento.
No novo modelo, porém, a discussão ganhou força porque os benefícios não se limitam à redução de multas e juros. Quem optar pelo pagamento à vista poderá receber desconto de 12% sobre o valor principal da dívida.
Na prática, isso significa que estudantes inadimplentes podem quitar o débito pagando menos do que aqueles que mantiveram os pagamentos em dia. Em um exemplo simples, uma dívida principal de R$ 10 mil poderia ser reduzida para R$ 8,8 mil no pagamento à vista.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo também avalia a criação de estímulos e prêmios para estudantes adimplentes. Segundo ele, a medida está sendo analisada a pedido do presidente Lula.
Enquanto isso, a nova versão do Desenrola reacende o debate sobre o equilíbrio entre oferecer alívio a quem está endividado e preservar a valorização de quem cumpriu seus compromissos financeiros sem atrasos.





















Tenho CERTEZA que cada estudante adimplente desse país que usou o Fies tem contado com ex companheiros de curso que contam rindo terem deixado de pagar voluntariamente o financiamento só esperando receber essa já “tradicional” benesse com dinheiro público, dinheiro em parte arrecadado de quem cumpre suas obrigações em dia como eu.
Conheço gente que fez e olha que meu grupo de relacionamentos é bem pequeno, NENHUM por ter enfrentado dificuldades financeiras, apenas pura malandragem mesmo.
Por outro lado sou um daqueles que se mantém adimplentes desse sempre e se sentem autênticos PALHAÇOS por manter essa e muitas outras contas em dia.
Isso é muito triste. Sou adimplente e dessa vez achei que seria diferente. Fazer o certo nesse país não te dá direito a nada. Anos lutando por essa causa e o barco só afundando.