A negociação do Santos para tentar contratar Ricardo Oliveira, do Atlético-MG, “congelou”. Esse foi o verbo utilizado por uma pessoa envolvida nas tratativas.

A semana começou com expectativa alta. O presidente José Carlos Peres foi ao Rio de Janeiro para evento da CBF na terça-feira, onde conversaria com o mandatário do Gallo, Sérgio Sette Câmara, e depois com o empresário do atacante, morador da cidade.

No fim das contas, não houve avanço. Longe disso. O Atlético enviou seu diretor de marketing à CBF, e o agente do atleta não foi procurado pelo presidente. Sem uma proposta concreta, também não ocorreram novos contatos do empresário com o Galo em busca da liberação.

A estratégia conversada há alguns dias era chegar a um acordo com Ricardo Oliveira para dois anos de contrato. Com esse acerto, o agente tentaria o aval no Atlético por meio de compensação financeira e empréstimo de jogador (es).

De oficial, porém, houve apenas uma proposta de produtividade, com R$ 300 mil de salário fixo e bônus por metas conquistadas. Essa oferta foi recusada. Na sequência, informalmente, falou-se em R$ 500 mil, valor considerado aceitável. Enquanto isso, o Galo, interessado no centroavante, acompanha a história pela imprensa.

“Não nos chegou nada. Nenhuma proposta, nada”, resumiu Rui Costa, diretor de futebol do Atlético-MG.

O técnico Jorge Sampaoli acompanha a negociação de perto. Ele pede atualizações diárias e falou algumas vezes diretamente com Ricardo Oliveira. Ele está incomodado com o andamento das tratativas depois de ser avisado da iminência do acordo.

Ricardo Oliveira tem 38 anos, contrato até dezembro de 2020 e é titular do Atlético-MG. Ele atuou nas duas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro.

Da Gazeta Esportiva