quarta-feira, 29 - abril - 2026 : 21:44

Na ONU, Lula critica incapacidade de negociação entre líderes mundiais

Presidente abriu o debate de chefes de estado em Nova York © Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta terça-feira (24) que, apesar dos esforços para resolver as questões globais, os líderes internacionais continuam repetindo os mesmos erros, resultando em ações pouco eficazes. Ao inaugurar o debate na 79ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Lula fez referência ao Pacto para o Futuro, um documento que visa fortalecer a cooperação global entre as nações. As informações são da Agência Brasil.

Segundo Lula, “a dificuldade em aprovar o pacto reflete a fragilidade de nossa capacidade coletiva de negociação e diálogo. Estamos presos em compromissos limitados que não oferecem soluções adequadas”. Ele também apontou a incapacidade dos países de se unirem em torno de um Tratado sobre Pandemias, mesmo após a crise causada pela covid-19. Para ele, é necessário que a ONU seja equipada com os recursos necessários para enfrentar as mudanças aceleradas no cenário internacional.

Lula enfatizou que a crise na governança global exige transformações estruturais e que essa responsabilidade recai sobre a Assembleia Geral, vista como o maior símbolo do multilateralismo. Ele também destacou que a Carta da ONU, prestes a completar 80 anos, nunca passou por uma reforma ampla e, apesar de inicialmente representar 51 países, hoje a organização conta com 193 membros.

Ele criticou a falta de representatividade e os desafios emergentes que não são abordados na versão atual da Carta da ONU, mencionando conflitos armados globais e a ausência de uma mulher no cargo de secretário-geral. Lula pediu uma revisão completa do documento para adaptar a ONU às realidades contemporâneas.

O Brasil propõe, entre outras medidas, a transformação do Conselho Econômico e Social em um órgão principal para tratar do desenvolvimento sustentável e da mudança climática, bem como a reforma do Conselho de Segurança da ONU, com foco na ampliação da sua representatividade, incluindo países emergentes.

Lula sublinhou a urgência da reforma do Conselho de Segurança, que atualmente é composto por apenas cinco membros permanentes — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — e criticou a exclusão de países da América Latina e da África desses assentos.

Reconhecendo a complexidade de tal reforma, Lula afirmou que será necessário um grande esforço de negociação, mas enfatizou que essa é uma responsabilidade inadiável. Ele destacou que a tragédia da Segunda Guerra Mundial não deve ser o único momento de redefinição da governança global, e que é preciso agir antes de outra catástrofe global.

O discurso de Lula também reforça os temas prioritários da presidência do Brasil no G20: o combate às desigualdades, a fome, a mudança climática e a reforma das instituições de governança global.

DEIXE UM COMENTÁRIO/RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Definição de Cookie

Abaixo você pode escolher quais tipos de cookies permitem neste site. Clique no botão "Salvar configurações de cookies" para aplicar sua escolha.

FuncionalNosso site usa cookies funcionais. Esses cookies são necessários para permitir que nosso site funcione.

AnalíticoNosso site usa cookies analíticos para permitir a análise de nosso site e a otimização para o propósito de otimizar a usabilidade.

Social mediaNosso site coloca cookies de mídia social para mostrar conteúdo de terceiros, como YouTube e FaceBook. Esses cookies podem rastrear seus dados pessoais.

AnúnciosNosso site pode utilizar cookies de publicidade para mostrar anúncios de terceiros com base em seus interesses. Esses cookies podem rastrear seus dados pessoais.

OutrosAlgum conteúdo publicado em nosso site pode incluir cookies de terceiros e de outros serviços de terceiros que não são analíticos, mídia social ou publicidade.