Marcelo Mourão defende coalizão de autoridades governamentais para resolver caos na saúde pública

Marcelo Mourão afirmou que não adiantam audiências para discutir o que todos conhecem, e sim medidas efetivas para solucionar os problemas – Foto: Leandro Silva

O vereador Marcelo Mourão (PRP) defende uma coalizão entre os prefeitos da região Sul para cobrar dos governos Estadual e Federal medidas efetivas para resolver o caos na saúde pública. O pronunciamento foi feito na tribuna da Câmara, na sessão de segunda-feira (29).

“Muito se tem falado sobre a saúde em Dourados. É natural que todos nós estejamos preocupados, mas aí eu pergunto aos senhores: quantas vezes os prefeitos de Vicentina, Fátima do Sul, Itaporã, Novo Horizonte do Sul, Ponta Porã, Naviraí ou de Capitán Bado, no Paraguai, fizeram alguma ação efetiva e direta para contribuir aqui com o Hospital da Vida? Mudam-se as pessoas, mas a novela é a mesma. Como que resolve isso? Eu sinto falta da senhora prefeita [de Dourados] liderar essa discussão. O que adianta uma audiência pública aqui para resolver nada com coisa nenhuma? Quanto dinheiro vai colocar, que dia vai pagar e como vai pagar, essa é a discussão que a gente precisa fazer. Os problemas todos nós já sabemos, mas e a solução disso?”, questionou o vereador.

Ele apontou que apesar da falta de representatividade de Dourados e região no Congresso, a atual conjuntura política, em que o secretário de Estado de Saúde é douradense e o ministro da Saúde é de Mato Grosso do Sul, pode ser propícia caso haja compromisso dessas autoridades governamentais em solucionar a questão. “Se não se resolver ou minimizar o sofrimento das pessoas, então quando vai acontecer um milagre? Não tem varinha mágica na administração pública”, afirmou.

Segundo o vereador, ontem chegou a ele uma denúncia de que 60 ex-funcionários do Hospital Regional estariam sem receber há, pelo menos, dois meses: “Pedi para quantificar quantos são e quem são, porque a gente precisa tratar as questões com documentos. Então não é só o Hospital da Vida; é a obra do PAM que a empresa abandonou, está a passo de tartaruga e não resolve aquilo. Ou seja: é uma série de coisas que a gente precisa pensar”.

Marcelo Mourão tem afirmado, em várias oportunidades, que além da liberação de recursos, é preciso uma gestão mais séria e mais comprometida com a vida das pessoas.