Enquanto as microempresas criaram 1,4 mil postos no mês de junho, as grandes e médias corporações mais demitiram do que contrataram no Estado

Os pequenos negócios sustentaram a geração de empregos em Mato Grosso do Sul em junho. Entre demissões e contratações, enquanto as micro e pequenas empresas geraram 1.422 empregos formais, as médias e grandes encerraram 523 vagas. Acrescentando o resultado da Administração Pública, foram 898 postos de trabalho no mês. Os dados integram uma análise do Sebrae a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

Análise do Sebrae a partir de dados do Caged de junho – IlustraçãoO resultado de junho coloca Mato Grosso do Sul na sexta posição em um ranking nacional elaborado pelo Sebrae com os saldos de empregos gerados pelos pequenos negócios. Em todo o país, foram 52,7 mil novas oportunidades nesse segmento. O número é considerado o melhor para o mês dos últimos cinco anos. Já é a quinta vez em 2019 que as micro e pequenas empresas sustentam a geração de empregos no Brasil.

Para o diretor de Operações do Sebrae/MS, Tito Estanqueiro, o resultado mostra a importância dos pequenos negócios para o país. “Fazer mais e melhor nos pequenos negócios significa vender mais, e para atingir isso, é preciso contratar mais. É um momento onde vemos a importância deles para a retomada do crescimento”, explica.

Dados regionais
A região Centro-Oeste ficou em segundo lugar na geração de postos formais em junho, com mais 11,6 mil; atrás apenas da região Sudeste, que obteve 33 mil novos empregos. Em Mato Grosso do Sul, os principais setores que alavancaram os resultados dos pequenos negócios foram a Agropecuária (521), o Comércio (433) e Serviços (377).

Ao longo do ano, os dados comprovam que os pequenos negócios são os principais geradores de novas oportunidades no Estado. De janeiro a junho de 2019, as micro e pequenas empresas criaram 9.164 postos. No mesmo período, as médias e grandes corporações responderam por 6.169 empregos. Já em 2018, o resultado foi ainda mais desproporcional: As MPE criaram 6.503 vagas, enquanto as MGE geraram apenas 859.

Conforme o diretor de Operações do Sebrae/MS, Tito Estanqueiro, o campo representa uma das principais forças de Mato Grosso do Sul, atingindo também as micro e pequenas empresas. “Apesar da nossa economia estar ‘patinando’, em MS temos o Agronegócio. Ano após ano batemos recordes de produtividade, conseguimos gerar renda no campo que também vai para a cidade, formando um novo ciclo e legitimando os pequenos negócios”, finaliza.