Mariano Rajoy e Pedro Sánchez têm buscado sintonia para enfrentar crise catalã - Foto: EPA
Mariano Rajoy e Pedro Sánchez têm buscado sintonia para enfrentar crise catalã – Foto: EPA

Governo e oposição chegaram a acordo para votação em janeiro

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, e o líder da oposição, Pedro Sánchez, concordaram em convocar eleições regionais na Catalunha para janeiro de 2018 caso o governo intervenha na comunidade autônoma e destitua suas lideranças.

O pacto foi confirmado pela ex-ministra da Cultura e dirigente do Partido Socialista Operário Espanhol (Psoe) Carmen Calvo, em entrevista à emissora pública “TVE”. “O secretário-geral [do Psoe] Pedro Sánchez tem claro que isso é para levar a Catalunha às eleições”, declarou.

Segundo ela, a intenção do governo, liderado pelo conservador Partido Popular (PP), e do Psoe é fazer com que a iminente intervenção na Catalunha seja a menor possível. No entanto, Calvo acrescentou que seria “estupendo” se o presidente da comunidade autônoma, Carles Puigdemont, se antecipasse e convocasse ele mesmo as eleições.

Neste sábado (21), Rajoy presidirá uma reunião extraordinária do Conselho dos Ministros para ativar o artigo 155 da Constituição, que dá ao governo nacional o poder de suspender a autonomia de regiões consideradas em desacordo com a lei.

O premier deu por não respondida a carta enviada na semana passada a Puigdemont, na qual era questionado se a Catalunha havia de fato declarado sua independência. Para aplicar o artigo 155, Rajoy precisa do aval do Senado, onde tem ampla maioria, mas ele tenta costurar um acordo com a oposição para dar mais respaldo às suas ações.

Além de autorizar Madri a convocar eleições antecipadas na comunidade autônoma, o artigo 155 também permite que o governo assuma o controle dos Mossos d’Esquadra, nome da força policial catalã, e da emissora pública local, além de suas finanças.

A expectativa é que o Senado aprove a suspensão da autonomia da Catalunha no dia 27 de outubro. Puigdemont e os partidos separatistas que formam sua base aliada ameaçam formalizar a declaração de independência caso isso aconteça.

Da AnsaFlash