Engenheira ambiental Liliane Candida Corrêa participou da mesa redonda promovida pelos alunos do curso de Engenharia de Produção da UFMS – Assessoria

Quanto mais a população aumenta seu consumo, mais produtos industrializados tendem a ser consumidos e, consequentemente, mais resíduos são gerados. O que fazer então com esses resíduos e qual a destinação adequada para eles?

É disso que se trata a logística reversa, um dos temas da mesa redonda promovida na noite de ontem (01/10) pelos alunos do curso de Engenharia de Produção da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e que contou com a participação da coordenadora do Programa Senai de Gestão Ambiental do Senai Empresa, engenheira ambiental Liliane Candida Corrêa.

Ela apresentou os trabalhos do Senai com relação à consultoria para empresas e explicou que a logística reversa foi instituída pela Lei Federal nº 12.305/2010, que trata sobre a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), trazendo a obrigatoriedade compartilhada para fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de diversos materiais, como resíduos e embalagens, conforme o grau e a extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente.

“Mas o Programa Senai de Logística Reversa começou em 2016, junto com a resolução estadual. A Política Nacional existe desde 2010, mas em Mato Grosso do Sul só foi regulamentada em 2016, quando começamos com o Programa para apoiar as indústrias, criando uma proposta de como a logística reversa poderia atuar aqui no Estado”, explicou Liliane Corrêa.

Repercussão

Na avaliação do empresário Luiz Ribeiro, da distribuição do suco Prats em Mato Grosso do Sul, a mesa redonda trouxe muito conhecimento. “Trabalho há cinco anos nesse ramo e nem tinha ouvido falar nesse assunto, até porque como sou do Paraná, me surpreendeu o fato de Campo Grande não ter coleta seletiva do lixo para reciclagem. Acho que momentos como esse são sempre uma oportunidade de aprendermos mais. Vim para falar da minha experiência em logística de um produto natural produzido no Paraná e saio daqui com novas informações”, destacou.

O professor Francisco Bayardo, que orientou os alunos na realização do debate, agradeceu a presença da representante do Senai Empresa no evento. “Acredito que recebermos profissionais de diversos segmentos é muito importante para que nossos alunos conheçam a realidade do mercado de trabalho e os diversos campos de atuação. Além disso, discutir logística reversa com acadêmicos do curso de Engenharia de Produção é fundamental, porque eles estarão nas indústrias daqui a um tempo”, comentou.

Para o acadêmico do curso de Engenharia de Produção da UFMS, Renato Thomé, um dos organizadores da mesa redonda, a proposta inicial era discutir apenas logística tradicional. “Mas percebemos a necessidade de discutirmos um pouco sobre logística reversa, que é um tema relativamente novo. É uma oportunidade de nos aprofundar sobre o assunto, tirar dúvidas e saber o que as empresas estão fazendo nesse sentido e também como o Senai auxilia essas empresas”, salientou.

Já a também acadêmica do curso de Engenharia de Produção da UFMS, Heloísa Nogueira, reforçou a falta de conhecimento que ainda existe sobre o tema logística reversa. “Estou no 6º semestre do curso de Engenharia de Produção e ainda não tive nenhuma disciplina que tenha tratado do assunto, mesmo que superficialmente, então acho que é muito importante termos um momento como este, até porque as próprias empresas acabam desconhecendo suas responsabilidades”, finalizou.