Em menos de 24 horas, doação de órgãos em Três Lagoas e Dourados leva rins, fígados e córneas para Capital, SP e DF

Equipe da Central de Captação de Órgãos – Foto: Divulgação/ Central de Transplantes

A Central Estadual de Transplantes realizou, em apenas 24 horas, duas captações de órgãos nessa última semana em Mato Grosso do Sul. Se de um lado havia tristeza pela morte, do outro nascia a esperança de melhores dias de vida. Os órgãos- quatro rins, dois fígados e duas córneas- saíram de Dourados e Três Lagoas para levar esperança a pacientes de Campo Grande, Distrito Federal e São Paulo.

A coordenadora da Central, Claire Miozzo, explica que de Dourados foram doados dois rins para São Paulo, um fígado para o Distrito Federal e duas córneas que beneficiaram pacientes de Campo Grande. De Três Lagoas saíram os outros dois rins que foram levados também para São Paulo e um fígado destinado ao Distrito Federal.

Segundo Claire, as captações acontecem com frequência, mas duas grandes doações em menos de 24 horas chamou a atenção da equipe da Central de Transplantes. “Além disso, essas captações dos órgãos envolveram muita gente, o que fez com que as coisas dessem certo”.

Equipes do Corpo de Bombeiros de Três Lagoas e do Corpo de Bombeiros de Dourados participaram da missão e fizeram o transporte da amostra de sangue dos doadores até à Capital. “Faz parte do procedimento de captação de órgãos a realização do exame de sangue para verificar algum tipo de doença que impossibilite a doação. Por isso, os militares trouxeram, das cidades respectivas, o sangue que foi analisado. O Corpo de Bombeiros tem um papel brilhante e sempre são parceiros”, disse a coordenadora da Central.

A Casa Militar do Governo do Estado, que atende ao governador Reinaldo Azambuja, cedeu a aeronave utilizada nas viagens oficiais do governador. Foi com esse avião que as equipes da Central de Transplantes foram deslocadas até Dourados e Três Lagoas.

Com todos os procedimentos realizados, os órgãos foram levados pela Força Aérea Brasileira (FAB) até os destinos previstos. “Depois de todo processo para captação, é realizador saber que pessoas serão salvas, terão mais qualidade de vida com os órgãos que foram doados”, comemorou Claire.