Elias Ishy diz que ainda não foi apresentado diagnóstico da Funsaud e pede relatórios

Ele afirma que foi apresentado apenas o relatório contábil, mas não foi demonstrado até agora como está à situação e como irão resolver os problemas

Elias Ishy solicitou relatório sobre diagnóstico da saúde em Dourados – Foto: Assessoria

A terceira reunião para a prestação de contas a respeito da intervenção na Fundação de Serviços de Saúde de Dourados (Funsaud) foi realizada nesta sexta-feira (13) na Câmara de Vereadores. Este encontro, segundo o vereador Elias Ishy (PT), presidente da Comissão de Saúde da Casa de Leis, seria o último para apresentação que identificaria problemas e soluções para o setor, especialmente do Hospital da Vida e UPA (Unidade de Pronto Atendimento), já que o decreto de seis meses vence neste mesmo dia.

“Qual a real situação e a proposta para resolver os problemas?”, indagou o parlamentar. Ele afirma que foi apresentado apenas o relatório contábil, mas não foi demonstrado até agora o diagnóstico de como está à situação e os encaminhamentos. Para tanto, ele pediu um relatório – “por escrito” – para que pudesse analisar politicamente as ações. E ainda questionou o que será feito a partir de então, já que não houve sucesso nas apresentações.

A secretária de saúde, Berenice Machado, respondeu o vereador afirmando que o assunto está sendo tratado entre a prefeita, Délia Razuk (PTB) e a PGM (Procuradoria Geral do Município). O diretor técnico da Funsaud, Rodrigo Bezerra, no entanto, explicou que foi pedido mais prazo para a conclusão do processo. A prorrogação é de cinco (5) meses, com a auditoria terminando em fevereiro e a intervenção em maio de 2020. Afirmou também que o relatório seria, por isso, parcial. Ishy disse que iria aguardar os desdobramentos, mas que necessita das informações mais detalhadas, bem como as alternativas do município.

A defensora pública, Mariza Gonçalves, disse que até o momento essa foi uma intervenção feita pelo próprio município que não houve mudança substancial. “Não tem mais o que se esclarecer, não foram resolvidas questões técnicas, contábeis ou de administração hospitalar. Não tem sentido, pois não teve diferença”, declarou ela. Ela lembrou, por exemplo, do princípio público da transparência, que deveriam ser disponibilizadas informações em um Portal, que não funciona até o momento.

Além de representantes da Funsaud, prefeitura, defensoria, também estiveram presente o promotor Eteocles Brito Mendonça Dias Junior, do Ministério Público Estadual, Helena Izidoro, da Comissão de Saúde da OAB (Ordem de Advogados do Brasil) – 4ª Subseção Dourados, Genivaldo Dias, presidente do Conselho Municipal de Saúde, além do presidente da Casa de Leis, Alan Guedes (DEM) e os vereadores Olavo Sul (Patriota), Bebeto (PL) e Braz Melo (PSC).