sexta-feira, 17 - abril - 2026 : 1:32

Egresso do IFMS escolhe profissão para ajudar no desenvolvimento do lugar onde nasceu

Técnico em Agricultura formado em Ponta Porã, Marcos Herter trabalha em uma das maiores sementeiras do país e quer voltar ao Instituto como professor

Como monitor de campo, Marcos supervisiona as equipes em todas as etapas de produção – Foto: Arquivo Pessoal

A história que será contada a seguir é a de um menino que desde os três anos de idade já ajudava o pai na lida da fazenda, e que hoje trabalha em uma das maiores empresas produtoras de sementes de soja do país. Um dos capítulos tem como cenário o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), onde o protagonista iniciou sua jornada rumo à formação profissional. A todos, uma ótima leitura!

Capítulo I – Das Origens ao IFMS

Marcos Vinicius Freitas Herter, 23, é técnico em Agricultura formado pelo Campus Ponta Porã do IFMS e, atualmente, cursa Agronomia em uma instituição de ensino superior privada.

Para ingressar no Instituto Federal, em 2017, foi aprovado no Exame de Seleção, processo seletivo para o ensino técnico integrado, modalidade em que o estudante faz o ensino médio e a formação técnica ao mesmo tempo.

A escolha do curso, na época, teve relação direta com as origens. Filho de gerente de fazenda e de professora, Marcos nasceu na pequena cidade sul-mato-grossense de Bela Vista, cresceu na vizinha Antônio João, e sempre passava as férias escolares na fazenda onde o pai trabalhava ou na chácara do avô. Desses tempos, só tem boas memórias.

“Nas férias, eu sempre acompanhava a colheita do sorgo, da soja, do milho e o embarque do gado na fazenda onde meu pai trabalhava. Na chácara do meu avô, eu ia para lida junto com meu primo na lavoura. Foi por conta de toda a vivência no campo que decidi fazer o técnico em Agricultura no IFMS, por reconhecer os valores da nossa região”.

A rotina de estudos no Instituto Federal não foi fácil. Marcos morava na zona rural de Antônio João e precisava sair de casa às 5 horas da manhã para pegar o ônibus que o levaria até o campus, em Ponta Porã. A viagem durava cerca de duas horas. Na volta para casa, ajudava o pai na lida. Quando todos dormiam, o jovem estudante aproveitava para estudar.

“Geralmente, eu estudava antes de ir para o IF. Dormia por volta das sete horas da noite e acordava de madrugada para fazer a atividades, ler os textos. Quando tinha alguma coisa muito urgente, eu já fazia quando chegava em casa e depois seguia para ajudar meu pai na lavoura”, recorda.

Sobre o ensino técnico no Instituto Federal, Marcos é só elogios.

“O ensino no IFMS é de muita qualidade. São professores capacitados, com mestrado e doutorado, e muita experiência para dar as aulas teóricas e de campo, e equipamentos que ajudam muito nas aulas práticas”.

Algumas práticas desenvolvidas pelos professores, na época, ficaram marcadas na memória dele.

“Os professores se reuniam, faziam um bate-papo entre eles e juntavam as matérias. A gente ‘pegava’ um pedaço da área do campus e fazia o preparo do solo, o plantio, tratava a planta, aplicava inseticida. O IFMS proporciona uma prática que faz o estudante aprender exatamente como será no campo”, destaca.

Capítulo II – Propósito de Vida

Aos 18 anos de idade, na véspera de se formar técnico no IFMS e já com planos de fazer faculdade de Agronomia, Marcos se tornou pai. O nascimento da primogênita fez o jovem estudante ter um propósito de vida.

“Em um período de 10 a 12 anos, quero terminar Agronomia, me especializar na área de aplicação, que gosto muito, fazer mestrado e doutorado, e pretendo fazer um concurso para ser professor no IFMS. Seria o auge da minha vida, um sonho mesmo, retornar ao Campus Ponta Porã para dar aula, afinal de contas conhecimento só é válido quando se transmite”.

O propósito de vida dele caminha na mesma direção da missão do Instituto Federal, de induzir o desenvolvimento local por meio da educação profissional técnica e tecnológica. O técnico formado pelo IFMS e futuro agrônomo quer permanecer no lugar onde nasceu e ajudar a desenvolver a região.

Marcos ainda mora em Antônio João, onde passou a infância. Na cidade de nove mil habitantes, vive com a esposa Maiara e as filhas Bella e Lunna.

O sustento da família vem da empresa Jotabasso, onde está contratado desde 2021. Como monitor de campo, o jovem profissional tem a responsabilidade de supervisionar as equipes no campo em todas as etapas de produção das sementes.

O técnico gosta de compartilhar com os mais jovens toda sua trajetória.

“Faço questão de incentivar a juventude a estudar no IFMS. Sempre que tem seleção para entrar no Campus Ponta Porã e os diretores me chamam, eu visito as escolas para falar sobre o técnico integrado em Agricultura. Só assim a gente pode melhorar a nossa região, que é totalmente agrária”, ressalta quem aprendeu a escrever a própria história.

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