quarta-feira, 13 - maio - 2026 : 13:22

Com a pandemia do novo coronavírus, relatos de depressão dos brasileiros aumentam

Pesquisa de universidade aponta o aumento expressivo de quadros depressivos nos últimos meses

A pandemia da Covid-19, decretada em março deste ano, trouxe mudanças para a vida de muitas pessoas. A orientação para o isolamento social, todas as novas regras em prevenção à saúde e o afastamento entre as pessoas trouxeram um “novo normal”, em uma maneira diferente de se viver, acarretando consequências, também, para a saúde mental.

Segundo pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em um estudo via questionário on-line durante os dias 20 de março e 20 de abril, que contou com a resposta de 1.460 pessoas de 23 estados, os relatos de sintomas de transtornos da mente estão aumentando em escala preocupante durante os últimos meses. As ocorrências de sintomas de depressão dobraram.

O psiquiatra Leonardo Fabrício Gomes Soares explica que a depressão já é uma patologia prevalente no mundo inteiro. “A doença é marcada por uma tristeza, rebaixamento de humor, sensação de falta de energia, falta de prazer em atividades que antes lhe eram interessantes. O paciente, geralmente, descreve que gostava muito de determinada atividade e hoje não tem mais prazer em fazê-la”.

De acordo com o psiquiatra, o quadro depressivo também pode ser acompanhado por algumas alterações do organismo. “O sono e o apetite podem ser alterados, tanto para mais, quanto para menos. É muito comum que a pessoa deprimida não durma, ou passe a ter excesso de sono. Que coma muito, ou, também, passe a comer menos”.

Outro sintoma que pode ocorrer e, conforme explica Fabrício, é preciso ter atenção redobrada para isso, são as ideações suicidas. “Talvez, esse seja o sintoma de maior gravidade, que são os pensamentos relacionados à morte. Os estudos mostram que um dos maiores fatores de risco para o suicídio é possuir um transtorno mental e dentre eles, a depressão tem grande destaque”.

Para o psiquiatra, a primeira maneira de agir, pensando na prevenção, é conversar sobre o assunto e trazer o conhecimento sobre os transtornos mentais para perto da sociedade. “À partir do momento em que os pacientes enxergam que essas patologias não são algo absurdo e tão distante da realidade, eles começam a aceitar de forma mais natural, que possam estar passando por um momento desses”.

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