sexta-feira, 24 - abril - 2026 : 22:00

Castelinho de Ponta Porã será restaurado e transformado em museu

O Castelinho de Ponta Porã, construído na década de 1920 com recursos federais e contribuições da Companhia Matte Laranjeira e que foi a base do governo na fronteira, vai ser restaurado e transformado em museu. O Conselho Gestor do Fundo de Defesa e Reparação de Interesses Difusos e Lesados (Funles) aprovou a destinação de R$ 257 mil para a elaboração de projeto executivo.

Equipe da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) formada pelo engenheiro Ireno Amorim Malaquias e arquiteta Débora Camargo Nunes Domingos estiveram no local das ruínas, no município de Ponta Porã, na segunda-feira (4.7), para verificar a possibilidade de aproveitamento da antiga estrutura e elaborar um laudo para as providências mais urgentes para a elaboração do projeto.

Segundo Ireno e Débora, a primeira providência a ser tomada é melhorar o escoramento, porque uma das lajes já cedeu. A previsão é de que o laudo fique pronto em uma semana. “Precisamos conseguir manter o que está aqui para não se perder mais. O incêndio que aconteceu aqui foi terrível para a obra, mas a falta de providências depois do fogo foi pior. Com reforço estrutural vai ser possível recuperar”.

Para o prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo, o prédio tem valor histórico pois foi a sede do governo da fronteira, e merece ser restaurado. “A restauração será importante para que a população possa usar as instalações, principalmente os estudantes, pois hoje o município tem uma biblioteca imprópria, sem elevador e sem renovação do acervo. O castelinho será um espaço cultural útil à comunidade, para que proporcione uma melhor qualidade de vida e melhoria na educação as crianças, despertando a curiosidade e a busca por conhecimento”.

O prefeito possui uma opinião pragmática sobre a restauração. “Sou a favor de se preservar o entorno e criar um anexo mais contemporâneo, digitalizado, para as crianças interagirem, tocarem, mexerem, pois esta geração está nascendo na era digital e pensamos em transformar isso aqui em um espaço mais contemporâneo”.

O diretor-presidente da Fundação de Cultura de Ponta Porã, Hugo da Costa, acompanhou a visita e diz que o projeto de reforma é uma reivindicação de quatro anos. “Esta reunião foi produtiva, em que a Prefeitura e o Governo do Estado estão conversando sobre o patrimônio que é o castelinho. Queremos preservar o local. Tem o custo histórico e financeiro para fazer isso. No atual momento de crise, temos que chegar a bom termo e conseguirmos recuperar sem gastos exorbitantes. Acredito que a partir de agora as coisas vão se encaminhar mais rápido”.

Costa acredita que o novo museu a ser instalado no prédio terá um benefício muito grande de mostrar o lado histórico da região. “Este município é muito rico em história, poderíamos usar o castelinho como novo museu como uma atração turística do Estado. Será uma maneira de trazer as pessoas para Ponta Porã. Esse custo para restaurar, com o tempo a gente poderia ganhar com o turismo”.

O projeto

A Gerência de Patrimônio Histórico e Cultural da Fundação de Cultura de MS, com a Agesul, entende que é fundamental respeitar as relações entre a pré-existência (patrimônio), o espaço aberto e as características do entorno. É necessário respeitar o caráter simbólico do patrimônio cultural, entendido como fato cultural: lugar, memória e produção de conhecimentos sobre a formação do Estado.

A ideia é que o Museu Histórico da Fronteira – Castelinho de Ponta Porã contemple saguão de entrada (106,93m²) com recepção, bilheteria, café, loja, chapelaria/guarda-volumes e sanitários públicos; acervo (anexo, metade do térreo e primeiro pavimento, 347,05 m²) com sala de exposição temporária e sala de exposição permanente; biblioteca temática (edifício novo – anexo); apoio técnico (edifício novo – anexo) com sala de T.I., sala da diretoria, curadoria, sala de restauro, de arte-educação, reserva técnica para guardar o acervo; área externa (jardim) com marquise, teatro de arena, estacionamento e bicicletário.

O castelinho

Sua construção durou quatro anos, de 1926 a 1930. Foi a base governamental na fronteira erguido próximo à antiga estação Noroeste do Brasil, em Ponta Porã. Entre 1943 e 1946 foi sede do governo do Território de Ponta Porã, criado no governo Vargas, quando foi instituída a política de Território Federal no Brasil, tendo como governador o militar Ramiro Noronha.

Em 1940 passou a abrigar a cadeia pública e o quartel da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar. No final da década de 1990, com a transferência da corporação a novo prédio, o castelinho ficou sem função e hoje tem recursos liberados para sua transformação em museu para guardar a história da fronteira.

DEIXE UM COMENTÁRIO/RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Nosso site usa cookies e, portanto, coleta informações sobre sua visita para melhorar nosso site (por meio de análise), mostrar a você conteúdo de mídia social e anúncios relevantes. Consulte nossa página Política de Privacidade e Cookies para obter mais detalhes. Você também pode recusar clicando no botão.

Definição de Cookie

Abaixo você pode escolher quais tipos de cookies permitem neste site. Clique no botão "Salvar configurações de cookies" para aplicar sua escolha.

FuncionalNosso site usa cookies funcionais. Esses cookies são necessários para permitir que nosso site funcione.

AnalíticoNosso site usa cookies analíticos para permitir a análise de nosso site e a otimização para o propósito de otimizar a usabilidade.

Social mediaNosso site coloca cookies de mídia social para mostrar conteúdo de terceiros, como YouTube e FaceBook. Esses cookies podem rastrear seus dados pessoais.

AnúnciosNosso site pode utilizar cookies de publicidade para mostrar anúncios de terceiros com base em seus interesses. Esses cookies podem rastrear seus dados pessoais.

OutrosAlgum conteúdo publicado em nosso site pode incluir cookies de terceiros e de outros serviços de terceiros que não são analíticos, mídia social ou publicidade.