O principal assunto da entrevista coletiva do técnico Elano, nesta sexta-feira, no CT Rei Pelé, foi Lucas Lima. O treinador falou pela primeira vez sobre a situação do camisa 10, que foi afastado do Santos na última terça-feira, não atua mais pelo clube e está na mira do Palmeiras para 2018 (segundo o comentarista Caio Ribeiro, da TV Globo, já há um acordo apalavrado).
– Achei positivo (o afastamento). Conversei com ele há muito tempo. A situação vai ficando grave principalmente para o atleta. E isso foi o que falei com ele. Uma decisão já poderia ter sido tomada há dois meses. No final, não tinha dúvida que sobraria para mim. Infelizmente algumas coisas aconteceram. Os problemas ficaram para mim. É bom para o Lucas e para o Santos. O cara que vai jogar está com cabeça para jogar – disse Elano.
– Imagina a minha posição. Chegar e tirar o cara… Iam falar: “Chegou agora e já quer aparecer?”. Criou um monte de fofoca externamente. Conversei com o Modesto, ele foi muito firme comigo. A situação foi muito bem conduzida. É mais fácil eu olhar para ele e falar: “Sai”. Eu não fiz isso porque não sou esse cara e não é da minha índole. Respeito muito ele. Nesse momento eu precisava ter um pouco de cuidado por conta da minha carreira – emendou o técnico.
Elano revelou que conversou com Lucas Lima antes da diretoria tomar a decisão de afastá-lo. O comandante não acha justo vincular todos os problemas do Santos a Lucas Lima. O técnico, inclusive, disse que conversou com pessoas ligadas ao meia antes de levar a situação ao presidente Modesto Roma.
– Na Bahia ele fez um grande jogo. Disse a ele que, se me prejudicasse, eu iria tirá-lo. Falei no que ele precisava melhorar. Não posso direcionar as situações de todos os problemas ao Lucas Lima. Tenho que olhar a todos com igualdade. Falei com as pessoas que trabalham com o Lucas Lima e coloquei ao presidente. Contei qual o risco que eu estava assumindo – esclareceu Elano.
A diretoria do Peixe entendeu que o clima entre Lucas Lima e torcida não faria bem para a sequência da temporada. A relação estava estremecida. Xingamentos, críticas e vaias eram recorrentes. Alguns torcedores, inclusive, pediram o afastamento do meia a Modesto. À época, o mandatário garantiu que “não se meteria” na história.
Fora dos jogos contra Flamengo e Avaí, o meia segue treinando no CT Rei Pelé até o fim do contrato, que termina no dia 31 de dezembro.
Do Globo Esporte




















