Dra. Maria José, presidente da Associação Médica de MS, com o ministro Luiz Henrique Mandetta – Divulgação

A saúde em Mato Grosso do Sul e em todo Brasil, pela primeira vez em muitos anos, tem oportunidade real de mudanças significativas em 2019, em benefício da população em geral e até para os médicos. A opinião é Associação Médica de Mato Grosso do Sul – AMMS, com sede em Campo Grande, formulada depois de analisar alguns fatores técnicos e políticos que vêm sendo adotado no país, especialmente pelo novo governo.

“A escolha de nosso colega médico, o sul-mato-grossense Luiz Henrique Mandetta, para o Ministério da Saúde e a adoção de algumas medidas pelo novo governo nos deixam otimistas com relação ao futuro da medicina e da saúde brasileira”, afirma a neuropediatra Maria José Maldonado, presidente da AMMS.

O novo governo, segundo a Dra. Maria José, pretende implantar a Carreira de Médico de Estado (PEC 140/2015), que além de promover a estabilidade do profissional, com piso salarial fixado por lei, garantia de recebimento e outras vantagens, vai permitir também o deslocamento de médicos a todos os municípios brasileiros. “Hoje o país sofre muito com esse problema. A dificuldade de atrair médicos para pequenas comunidades. A carreira de Médico de Estado deverá resolver essa questão, ao proporcionar ao profissional segurança e estabilidade”, explica Dra. Maria José. Ela lembra que essa Proposta de Emenda Constitucional há muito tempo vem sendo defendida pelas associações médicas regionais como também pela própria AMB (Associação Médica Brasileira).

“A carreira de médico de Estado é uma reivindicação histórica da AMB e das demais entidades médicas. É considerada como fator primordial e estratégico de estímulo à migração e à fixação do médico em áreas de difícil provimento. Não precisamos de médicos importados, precisamos de carreira médica de Estado e de condições de trabalho nas mais diversas localidades”, declara o presidente da AMB, Dr. Lincoln Ferreira.

A posição do Governo de só permitir a permanência de escolas médicas que realmente possam oferecer ensino de qualidade e a de que somente médicos preparados atendam a população, também fazem parte do conjunto de medidas que estão proporcionando muito otimismo não apenas da AMMS como também da própria AMB, que também já se manifestou por intermédio de nota, sobre seu otimismo para com o novo ano para a saúde brasileira.

Dra Maria José ressalta que, particularmente, a saúde de Mato Grosso do Sul deverá receber um tratamento melhor, diferenciado, por parte do Governo Federal, pelo fato do ministro da Saúde ser do Estado. “Isso deverá ocorrer de maneira natural, pelo fato do Dr. Mandetta conhecer muito bem a realidade da saúde de todo Mato Grosso do Sul, inclusive as deficiências dos municípios mais distantes”, afirma a presidente da AMMS.