sexta-feira, 24 - abril - 2026 : 2:51

Vendas do comércio crescem pelo 5º mês seguido em setembro, diz IBGE

As vendas do comércio varejista cresceram 0,7% em setembro, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi o quinto resultado positivo consecutivo do setor no ano, com ganho acumulado de 2,4% no período. Trata-se também do melhor resultado para meses de setembro desde 2009 (1,1%). No acumulado no ano, o avanço chega a 1,3%.

“Essa alta de 0,7% é relevante não só porque completa cinco taxas positivas consecutivas, mas porque mostra um ritmo mais acelerado que agosto”, disse a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

O IBGE revisou os resultados do comércio. Em agosto, a alta foi de 0,2%, e não de 0,1% como divulgado anteriormente. Em julho, a alta foi revisada de 0,5% para 0,7%. Já o resultado de maio, que a princípio foi de estabilidade (0%) foi de um alta de 0,2%.

“Com esses resultados, a recuperação em curso, após recuos seguidos em 2015 e 2016, registrou a menor distância em relação ao nível recorde [ponto mais alto da série] alcançado em outubro de 2014, situando-se 4,7% abaixo desse patamar”, destacou o IBGE.

Na comparação com setembro de 2018, as vendas do varejo cresceram 2,1% – sexta taxa positiva seguida.

Em 12 meses, a alta passou de 1,4% em agosto para 1,5% em setembro, o que mostra uma melhora no ritmo de recuperação das vendas, embora ainda abaixo do patamar registrado em setembro do ano passado, quando acumulava alta de 2,8%.

7 das 8 atividades cresceram em setembro
Segundo o IBGE, 7 das 8 atividades pesquisadas tiveram alta no volume de vendas em setembro.

As maiores altas ocorreram nos segmentos de “Móveis e eletrodomésticos” (5,2%), “Tecidos, vestuário e calçados” (3,3%), “Outros artigos de uso pessoal e doméstico” (1,8%) e “Combustíveis e lubrificantes (1,2%)”.

“Os números mostram um dinamismo nos últimos meses, evidenciando um maior ritmo da atividade comercial. Houve uma recuperação ao longo de 2019 e o terceiro trimestre mostrou um ritmo mais forte de vendas, espalhando o crescimento de outras atividades para além das vendas de hipermercado”, afirmou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

Veja o desempenho de cada segmento em setembro:

  • Combustíveis e lubrificantes: 1,23%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0,2%
  • Tecidos, vestuário e calçados: 3,3%
  • Móveis e eletrodomésticos: 5,2%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,5%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: 0,2%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -2%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 1,8%
  • Veículos, motos, partes e peças: 1,2% (varejo ampliado)
  • Material de construção: 1,5% (varejo ampliado)

Já o comércio varejista ampliado, que inclui veículos automotivos e material de construção, registrou alta de 0,9% na passagem de agosto para setembro. Com isso, cresceu 3,6% no indicador acumulado no ano e 3,8% em 12 meses até setembro.

Vendas crescem em 22 das 27 unidades da federação

Segundo o IBGE, as vendas cresceram em 22 das 27 unidades da federação em setembro, com destaque para Minas Gerais (7,7%), Rondônia (6,3%) e Espírito Santo (4,0%). Já as maiores quedas foram verificadas no Amapá (-1,4%) e Maranhão (-1,3%).

Perspectivas

Os indicadores econômicos já divulgados mostram uma relativa melhora da economia no 3º trimestre, após uma perda do ritmo de recuperação no início do ano, apesar do desemprego ainda alto.

Na véspera, o IBGE mostrou que o setor de serviços registrou alta de 0,8% no 3º trimestre, em relação ao trimestre anterior, zerando as perdas do ano.

A produção industrial, por sua vez, terminou o 3º trimestre com alta de 0,3% sobre os três meses anteriores. Foi o primeiro avanço desde o 3º trimestre do ano passado, depois de ter recuado 0,5% no 2º trimestre, 0,4% no 1º trimestre e 1,4% no 4º trimestre de 2018.

Já a taxa de desemprego ficou em 11,8% no trimestre encerrado em setembro, atingindo 12,5 milhões de pessoas. Na comparação com o mesmo período de 2018, o desemprego sofreu leve redução, de 0,1 ponto percentual.

Apesar do desemprego ainda elevado e da criação de vagas concentrada na informalidade, a inflação e juros baixos tem ajudado no consumo das famílias.

Para o consolidado de 2019, os economistas das instituições financeiras projetam uma alta de 0,92% do Produto Interno Bruto (PIB), após um avanço de 1,3% em 2017 e 1,1% em 2018. Para 2020, a previsão do mercado subiu para 2,08%, de acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central.

Do G1

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