
As prefeituras de Mato Grosso do Sul receberam, nesta segunda-feira (20), o segundo repasse de abril do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), totalizando R$ 32.887.537,13. O valor foi distribuído entre os 79 municípios do Estado, reforçando o caixa das administrações locais em um período estratégico para a gestão pública.
O pagamento corresponde ao segundo decêndio do mês, uma das três parcelas previstas no cronograma mensal do fundo. De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o montante apresenta crescimento de 9,11% em relação ao mesmo período do ano passado, sinalizando melhora no fluxo de recursos federais destinados às cidades.
No acumulado de 2026, os repasses também mostram avanço. O volume total já transferido aos municípios brasileiros registra alta de 5,93% na comparação com 2025, o que representa um incremento superior a R$ 4 bilhões para as administrações municipais em todo o país.
Entre as cidades sul-mato-grossenses, Campo Grande concentrou a maior fatia do repasse. A Capital recebeu R$ 3.113.874,02 nesta segunda parcela de abril, mantendo-se como principal destino dos recursos devido ao seu peso populacional.
Dourados aparece na sequência, com R$ 1.574.152,43, seguida por Três Lagoas, que teve crédito de R$ 1.488.865,24. Corumbá também figura entre os maiores valores, com repasse de R$ 980.488,40 no período.
Ponta Porã, quinto maior município do Estado, completou a lista dos principais beneficiados, com R$ 943.923,29 recebidos neste segundo decêndio. Os valores refletem critérios técnicos adotados na distribuição do fundo, como população e indicadores econômicos.
Os repasses do FPM são realizados pela União em três etapas mensais e os valores já chegam às prefeituras com os descontos obrigatórios. Entre eles estão as deduções destinadas ao Fundeb, à área da saúde e ao Pasep, o que significa que os montantes divulgados são líquidos.
O Fundo de Participação dos Municípios é uma das principais fontes de receita para as cidades brasileiras, especialmente as de menor porte. O cálculo leva em conta dados populacionais e de renda per capita dos estados, com base em levantamentos do IBGE, garantindo uma distribuição que busca equilíbrio federativo.



