
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) a Operação Terra Forjada para investigar um suposto esquema de fraude praticado por meio da inserção de dados falsos em sistemas públicos federais. A apuração busca esclarecer a possível manipulação de registros usados para dar aparência de legalidade à ocupação de áreas rurais.
Segundo as investigações, os dados teriam sido alterados com o objetivo de simular domínio ou posse sobre imóveis rurais, incluindo tanto terras públicas quanto propriedades privadas formalmente constituídas. As diligências também identificaram indícios de irregularidades ligadas à reserva legal, com informações inconsistentes inseridas para aparentar conformidade ambiental.
De acordo com a PF, um dos investigados teria lançado informações ideologicamente falsas em plataformas oficiais, utilizando inclusive dados vinculados a outro imóvel. A prática teria servido para sustentar uma tentativa de apropriação de terra pública e também para promover a sobreposição indevida sobre área particular.
As apurações apontam que o uso fraudulento desses sistemas poderia favorecer processos irregulares de ocupação e regularização fundiária, comprometendo a confiabilidade das bases públicas e levantando suspeitas sobre possíveis práticas de grilagem. A operação concentra esforços na identificação dos envolvidos e na dimensão das fraudes.
Uma das empresas sob investigação já havia sido alvo da Operação Terra Nullius, deflagrada em 2023. Na ocasião, a Polícia Federal também apurou suspeitas de fraudes fundiárias com inserção de dados falsos em sistemas públicos, em um esquema que buscava simular posse de áreas rurais e viabilizar a regularização indevida de terras.




















