quarta-feira, 22 - abril - 2026 : 18:07

Prazo de Trump para acordo com o Irã entra na reta final em meio a ameaça de novos bombardeios

Prédios residenciais danificados em Teerã após bombardeio

O ultimato lançado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz entrou nas horas decisivas nesta terça-feira, 7 de abril. O republicano fixou o prazo para as 20h no horário da Costa Leste dos EUA, o que corresponde a 21h em Brasília e 3h30 da madrugada de quarta-feira, 8 de abril, em Teerã.

Segundo Trump, o limite desta vez seria definitivo e não deveria ser prorrogado. O governo norte-americano voltou a pressionar Teerã após sucessivas ameaças de ampliar a ofensiva militar caso não haja avanço nas negociações envolvendo a reabertura da rota marítima e outras exigências apresentadas por Washington.

Apesar disso, o histórico recente do presidente dos EUA alimenta dúvidas sobre o desfecho. Nas últimas semanas, Trump já havia estabelecido outros prazos semelhantes e acabou adiando o cumprimento das ameaças, o que aumentou a percepção de incerteza em torno da real disposição da Casa Branca de executar imediatamente os ataques prometidos.

Do lado iraniano, a sinalização continua sendo de resistência. Autoridades de Teerã rejeitaram propostas de cessar-fogo temporário e condicionaram qualquer conversa a uma interrupção imediata dos ataques dos Estados Unidos, além de garantias de que novas ofensivas não ocorrerão e de compensações pelos danos já provocados.

A retórica adotada por Trump também tem provocado forte reação internacional. As ameaças de atingir infraestrutura civil iraniana, como pontes e usinas, foram alvo de críticas de organismos e líderes estrangeiros, que alertam para a possibilidade de violação do direito internacional e até de configuração de crime de guerra, avaliação que o presidente norte-americano rejeitou publicamente.

Enquanto o relógio avança, o impasse mantém a tensão elevada no Oriente Médio e repercute nos mercados globais. Investidores acompanham o prazo com cautela diante do risco de agravamento do conflito e de novos impactos sobre o fluxo de petróleo na região, especialmente por causa da importância estratégica do Estreito de Ormuz.

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