sexta-feira, 01 - maio - 2026 : 21:10

Fiems recebe líderes de países que compõe a Rota Bioceânica

Representantes do Paraguai, Argentina e Chile, além de do governador Eduardo Riedel e prefeitos, debateram a estruturação do itinerário – Foto: Assessoria

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, recebeu, nesta quarta-feira (19/02), no edifício Casa da Indústria, em Campo Grande, os líderes dos países que compõem a Rota Bioceânica. Representantes do Paraguai, Argentina e Chile, além de do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, e prefeitos debatem a estruturação do itinerário, durante o Seminário Internacional da Rota Bioceânica e do 6º Foro de los Gobiernos Subnacionales del Corredor Bioceânico, realizados entre os dias 18 e 20 de fevereiro.

Para Longen, o encontro é fundamental para consolidar o projeto de integração regional sul-americana, além de estruturar seu funcionamento de forma que atenda a expansão do mercado interno e externo. “Estamos reunidos com o mesmo propósito: ver a rota funcionando. E vamos conseguir justamente debatendo e avaliando pontos para o melhor fluxo, identificando as oportunidades que ela irá gerar e pensando essa operação. A ideia é que quando essa obra ficar pronta, já tenhamos aprovados os principais projetos para sua utilização”, afirmou.

Para o governador Eduardo Riedel, a reunião na Casa da Indústria demonstra a importância da parceria entre o setor público e privado na efetivação da Rota Bioceânica. “É importante essa interação, porque é nela que vamos depositar toda movimentação da rota, vamos abrir oportunidades e perspectivas. Então é muito bom fazer essa interação. São oito governadores presentes aqui. É um sinal claro de que as coisas estão caminhando muito bem, um encontro extremamente produtivo”.

O secretário de estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, destacou o nível de maturidade de governança entre as lideranças presentes dos diferentes países, além do diálogo com o setor privado, o que viabiliza os investimentos necessários em infraestrutura, avanços na legislação e implantação de tecnologia.

“O encontro traz exatamente um grande avanço quando liga o público ao privado, e demonstra claramente para todos que o projeto é uma realidade e que em dois anos vamos ter a Rota Bioceânica funcionando”, enfatizou.

Segundo a embaixadora Daniela Benjamin, diretora do departamento de Integração Regional do Brasil, o setor privado é fundamental para a constituição e funcionamento da rota. “A indústria nesse sentido é indispensável. Para além da ideia de ter um canal de exportação pelo Pacífico, um dos grandes benefícios do corredor certamente será a possibilidade de identificar oportunidades de negócios, oportunidades de integração produtiva e de agregação de valor”.

O embaixador do Chile no Brasil Sebastian Depolo lembrou que o debate sobre a constituição da rota tem mais de 40 anos e o projeto nunca esteve tão perto de se consolidar. “No campo político, o que tentamos fazer foi gerar as condições para que os negócios ocorressem. Estar na Casa da Indústria, em Campo Grande, significa que também as empresas estão fazendo um compromisso com o potencial da Rota Bioceânica, que vai unir quatro países. Nós, do Chile, teremos as portas abertas para receber toda a produção do centro-oeste brasileiro, do chaco paraguaio e do norte argentino para escoar a produção pelo pacífico”.

Juan Angelo Delgadillo, embaixador do Paraguai no Brasil, lembrou a mensagem de união que as alianças relacionadas à Rota Bioceânica representam. “As divisas das nossas regiões não dividem, mas unem. Nossa ideia é construir pontes entre os países, que é o exemplo que está dando o Brasil e o Paraguai, fazendo a ponte que une Carmelo Peralta, no Paraguai, e Porto Murtinho, no Brasil. Imagina que uma simples ponte, feita com muito trabalho, vai possibilitar a união entre o Pacífico e o Atlântico, a construção de um canal do Panamá no interior da América do Sul”, concluiu.

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