Com poucos cliques é possível monitorar peso, manejo, idade e o histórico do animal

Em uma capital com tantos carnívoros, situada em um Estado entre os recordistas de exportação de carne, criar uma maneira de facilitar os responsáveis por este alimento é baratear o custo do produto para o consumidor final. O IBGE comprova que Campo Grande é uma das cidades que mais consomem carne no mundo e Mato Grosso do Sul está no ranking das cinco maiores exportadoras de carne do país. Focando em levar MS para a liderança destas estatísticas, o médico-veterinário Marco Antônio Guimarães Marcondes, 53 anos, desenvolveu um aplicativo para facilitar a vida do produtor. O Rastrovet está no mercado desde 2015, com o objetivo de rastrear o gado sem precisar encostar nele ou de dezenas de funcionários para conter os animais e fazer um longo e braçal trabalho.

Uma identificação personalizada é feita no animal pelo ICAR (Comitê Internacional para Registro Animal), sendo identificado, rastreado por RFID (Identificação por Radiofrequência). Esses dados mostram tudo que o produtor precisa saber: peso, manejo, idade e todo o histórico do animal. Com a animal solto é possível identificá-lo de duas maneiras: entre 25 cm a 80 cm de distância ou de 3 a 5 m. Todos os dados podem ser acessados independente do aplicativo. Porém, on-line o produtor pode monitorar em tempo real.

“A identificação eletrônica acelera todo o trabalho que duraria dias e precisaria de muitas pessoas envolvidas, ou seja, o gasto seria oneroso. Com o sistema tecnológico tudo pode ser feito em minutos. Aliado ao DK Campo é feita a leitura do chip e disponibilizada na hora para o usuário”, explica Marco Antônio. O especialista na área participou da última Five Weeks, no Living Lab, que é um programa de aceleração de startups do Sebrae-MS. Marco estava em busca de repaginar o negócio para otimizar e chegar a todos os produtores, aliás, praticamente todo o Brasil já o utiliza e vizinhos de fronteira também.

Ter a gestão de animais de corte em mãos traz rentabilidade ao produtor e acaba colocando-o na frente e comercializando no melhor momento do animal, já que não é preciso mais prendê-lo para aferir toda a evolução deste. Marco ainda aponta a complexidade da atividade pecuária no Brasil, onde o conhecimento é fundamental. “Pela variedade de áreas que agregam valor. O produtor pecuário precisa ter conhecimento para conseguir tocar seu trabalho de maneira mais profissional possível, pois abrange detalhes primordiais como: alimentação, reprodução, manejo e bem-estar do animal”, finalizou.