Vereador Braz Melo demonstra preocupação com trabalhadores e fornecedores da Usina São Fernando

Braz comentando sobre a situação da usina São Fernando durante sessão - Divulgação
Braz comentando sobre a situação da usina São Fernando durante sessão – Divulgação

O vereador Braz Melo (PSC) tratou sobre a situação da Usina São Fernando, na sessão de segunda-feira (5), na Câmara de Dourados, lembrando que a usina está em vias de decretação da falência em razão de dívidas com bancos e fornecedores, que ultrapassam 1,3 bilhões de reais. O grupo contribui com cerca de dois mil empregos diretos e, pelo menos quatro mil indiretos, “essa condição não deve ser desprezada em tempos de crise e com o desemprego que aumenta no país”, afirma o vereador.

Braz ressalta que “a usina São Fernando é de grande importância para Dourados, pois além dos empregos que são gerados, direta e indiretamente, também tem a questão dos valores que são injetados no comércio da cidade”. O vereador está preocupado com a situação que o fechamento da usina poderá causar às famílias dos trabalhadores que dependem deste emprego.

Em reunião entre os bancos credores e a Usina São Fernando foi proposta a realização de um leilão da empresa para possibilitar a quitação dos débitos, mas a ideia foi rejeitada pelos bancos estatais, já que o acerto prévio com um possível comprador tornaria mais fácil o processo.

Segundo a reportagem do Jornal Valor Econômico, o impasse terá que ser resolvido na justiça, correndo o risco de ser decretada a falência da usina, causando um dano financeiro às famílias que dependem economicamente da São Fernando. Mas enquanto o impasse não é solucionado, a Usina São Fernando continua operando com cerca de 1,2 mil funcionários.

A proposta de criação de uma UPI (Unidade de Produção Isolada) para gerir o complexo sucroenergético da Usina São Fernando foi rejeitada pelo Banco do Brasil e pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), juntamente com a proposta de recuperação judicial do grupo que opera na divisa de Dourados com Laguna Carapã.

Dos débitos da usina, 530 milhões são devidos aos bancos e o restante à fornecedores que estão sem receber, e para cumprir com essas dividas, a ideia é de leiloar a usina. Por enquanto dois interessados na compra já se manifestaram, uma é a empresa Amerra, gestora americana de fundos, e outro um empresário “pessoa física”, ainda não identificado.