Vendas do comércio têm 6ª alta mensal seguida, mas desaceleram em outubro

Alta foi de 0,1% no mês passado, após avanço de 0,8% em setembro. No acumulado do ano, crescimento é de 1,6%.

Comércio em São José do Rio Preto/SP – Foto: Reprodução/TV TEM

As vendas do comércio varejista cresceram 0,1% em outubro, na comparação com o mês anterior, o que representa uma desaceleração frente a alta de 0,8% registrada em setembro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da perda de ritmo, foi o 6º mês seguido de crescimento do varejo.

“O índice de média móvel trimestral, após acréscimo de 0,6% no trimestre encerrado em setembro, mostrou perda de ritmo no trimestre encerrado em outubro (0,4%)”, informou o IBGE.

Alta de 1,6% no ano
Na comparação com o outubro do ano passado, houve alta de 4,2%.

No acumulado no ano, o avanço chega a 1,6%. Em 12 meses, a alta passou de 1,6% em setembro para 1,8% em setembro, mantendo a trajetória de recuperação e de relativo ganho de tração.

Segundo a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, o varejo está encerrando 2019 melhor do que iniciou. “Isso por conta do quadro conjuntural mais favorável ao consumo, com uma melhora no mercado de trabalho, apesar de predominar a informalidade, e na massa de rendimentos. A liberação do FGTS e a inflação controlada também impulsionaram as vendas. Além disso, houve um aumento na concessão de crédito para pessoa física, o que estimula a aquisição de bens duráveis”, avaliou.

Perspectivas para a economia
O ritmo de recuperação da economia mostra sinais de aceleração nesta reta final do ano.

A produção industrial brasileira, por exemplo, cresceu 0,8% em outubro, na terceira alta mensal seguida. No acumulado no ano, entretanto, o setor industrial ainda acumula queda de 1,1%.

Entre os fatores que têm contribuído para um maior consumo interno, os analistas citam a queda da taxa básica de juros (Selic), a inflação sob controle, a expansão do crédito, os saques do FGTS e a recuperação do mercado de trabalho, ainda que em ritmo lento e puxada pela informalidade, o que tem feito aumentar a massa salarial e o número de brasileiros ocupados e com alguma renda.

Os economistas das instituições financeiras passaram a projetar uma alta de 1,1% no Produto Interno Bruto (PIB) de 2019, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Para o ano que vem, a previsão de crescimento subiu de 2,22% para 2,24% – na quinta alta seguida.

Do G1