segunda-feira, 13 - abril - 2026 : 0:44

UEMS formaliza convênio com Ministério dos Povos Indígenas para oferta de cursos interculturais

Cursos de Pedagogia e Agroecologia Interculturais serão ofertados em Amambai, Aquidauana e Dourados

Ministra Sônia Guajajara, do Ministério dos Povos Indígenas – MPI, esteve em MS na última semana – Foto: Assessoria/UEMS

Durante a visita da ministra Sônia Guajajara, do Ministério dos Povos Indígenas – MPI, ao Estado de Mato Grosso do Sul, na última quarta-feira (15), o reitor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), prof. Dr. Laércio de Carvalho, junto do pró-reitor, prof. Dr. Diógenes Cariaga, responsável pela Pró-reitoria de Ações Afirmativas, Equidade e Permanência Estudantil (PROAFE) formalizaram importantes convênios para implantação dos cursos de Pedagogia Intercultural – licenciatura (Amambai) e de  Agroecologia Intercultural nas modalidades tecnológico em (UEMS/Aquidauana) e bacharelado (UEMS/Dourados).

Laércio e Diógenes acompanharam a recepção da caravana do MPI, em Campo Grande, juntamente com o Governador Eduardo Riedel, em recepção na qual foram discutidas junto à ministra pautas que reforçam o diálogo por direitos dos povos originários no Estado de MS. A inserção inédita da UEMS no movimento de recepção e articulação junto à ministra teve como resultado a formalização de incentivos financeiros a cursos de graduação voltados à promoção dos povos indígenas nos municípios de Amambai, Aquidauana e Dourados. A articulação foi protagonizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), com a iniciativa da Caravana “Participa Parente”.

“É um momento histórico para a UEMS assinar um convênio diretamente com o MPI que viabilizará a implantação de cursos específicos para as populações indígenas. É um convênio pioneiro e um dos únicos formalizados entre o Ministério dos Povos Indígenas e uma Universidade. Estamos muito orgulhosos por essa oportunidade em levar educação superior e e desenvolvimento social aos povos originários aqui no Estado de MS”, destaca o reitor da UEMS.

Para Laércio de Carvalho, trata-se do fortalecimento da interiorização e com a apoio de prefeituras e do Governo do Estado. “Estes cursos buscam promover a formação de profissionais indígenas que atuem com vitrines agroecológicas, ampliando a produção com base no conhecimento tradicional destes povos”, avalia o gestor da Universidade.

Após o encontro na capital, os integrantes da UEMS acompanharam a comitiva da Ministra Sônia Guajajara até o município de Nioaque, onde presenciaram a 16ª Assembleia do Povo Terena, ocorrido na aldeia Cabeceira, um dos maiores eventos indígenas do Estado de Mato Grosso do Sul.

Diógenes Cariaga, responsável pela PROAFE, destaca a relevância da visita de Guajajara e das garantias firmadas para ofertas de cursos aos povos originários que estão programadas para 2024. O convênio com o MPI vai garantir três cursos: Tecnólogo em Agroecologia Intercultural em Amambai, Bacharelado em Agroecologia Intercultural em Aquidauana e, em parceria com a UFGD Agroecologia, para indígenas apenados, no município de Dourados.

“Esse convênio reafirma o compromisso da UEMS em atender a população indígenas, que já ocorre desde a implantação de nossa política cotas, que completou 20 anos. Importante recordar que a UEMS foi a primeira IES pública a garantir essa forma de ingresso a este povo. Para além disso, os cursos ampliam a possibilidade de pensarmos de que maneira os conhecimentos indígenas podem contribuir com a própria concepção de ensino público superior”, informa Cariaga.

Ele explica que é necessário contemplar a dinâmica indígena, em relação ao saber dos povos tradicionais, seus modos de existências e a relação que eles pensam a ecologia, o cultivo e a produção de alimentos. “Devemos ampliar a perspectiva a não encararmos o povo indígena a partir de um olhar pro passado, mas devemos mirá-los dentro da concepção do futuro. Essas populações foram capazes de resistir ao contato forçado e todos os seus efeitos, garantindo a produção e reprodução de conhecimentos às gerações”, explica o pró-reitor da PROAFE.

Conforme Cariaga, esses cursos cumprem o papel de política pública com a oferta de ensino superior, mas vão além a partir do momento que “contribuem com uma nova concepção sobre o manejo do mundo, uma vez que o sistema de produção não indígena vivencia uma profunda crise climática. Os indígenas mostram ao mundo que é possível de uma maneira simbiótica com a natureza, aprendendo com a natureza e não sob uma forma predatória. Esses cursos serão muito bem-vindos dialogando com os diferentes tipos de conhecimento”, conclui o docente da UEMS.

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