Trump pede inquérito sobre ‘infiltração’ do FBI em campanha

Magnata acusa a polícia de se infiltrar a pedido de Obama – Foto: Epa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu neste domingo (20) que o Departamento de Justiça inicie uma investigação para verificar se o FBI se infiltrou na campanha republicana durante as eleições de 2016.

De acordo com uma publicação no Twitter, o republicano disse que quer saber se a administração de seu antecessor Barack Obama ordenou uma infiltração por “propósitos inapropriados”.

“Exijo, e farei isso oficialmente amanhã, que o Departamento de Justiça investigue se FBI/DOJ infiltraram ou vigiaram a campanha de Trump por motivos políticos, e se algum desses pedidos ou solicitações foi feito por gente do governo de (Barack) Obama”, escreveu Trump, no Twitter.

A mensagem na rede social foi postada depois da imprensa norte-americana sugerir que o FBI possuía um informante entre os membros da campanha de Trump nas eleições presidenciais. O vice-procurador-geral dos EUA, Rod Rosenstein, afirmou que medidas serão tomadas se qualquer infiltração for encontrada.

“Se alguém se infiltrar ou vigiar os participantes de uma campanha presidencial para propósitos inapropriados, precisamos saber disso e tomar as medidas apropriadas”, disse, em comunicado.

Mesmo não apresentando provas, o magnata ainda afirmou que o caso pode ser maior que o escândalo Watergate, que terminou na renúncia do ex-presidente Richard Nixon.

Atualmente, já existe uma investigação sobre as possíveis irregularidades na campanha de Trump para as eleições de 2016, além da possível interferência da Rússia.

A última exigência de Trump ocorreu em meio a uma série de tuítes no domingo denunciando uma “caça às bruxas” que, segundo ele, não encontrou conluio com sua campanha com os russos, fazendo referência ao inquérito liderado pelo procurador especial, Robert Mueller.

O caso veio à tona depois que os jornais “The New York Times” e “The Washington Post” afirmaram que um professor norte-americano que leciona no Reino Unido teria se infiltrado na campanha do republicano e feito contato com pelo menos três assessores para tentar ajudar na investigação sobre a suposta influência da Rússia. A identidade do homem não foi revelada.

Da AnsaFlash