
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite desta quarta-feira, 1º de abril, em seu primeiro pronunciamento nacional desde o início da guerra, afirmou que as forças norte-americanas estão “desmantelando sistematicamente” a capacidade militar do Irã e que os objetivos centrais da ofensiva estariam próximos de ser atingidos. O conflito, segundo ele, já dura 32 dias e caminha para uma fase decisiva.
Durante a fala, que teve cerca de 20 minutos, Trump exaltou o que classificou como vitórias no campo de batalha e afirmou que os ataques serão intensificados nas próximas duas a três semanas. Ao mesmo tempo, deixou aberta a possibilidade de negociações, embora tenha adotado tom agressivo ao ameaçar ampliar a destruição contra o país persa caso não haja acordo.
O presidente norte-americano também disse que mudança de regime nunca foi o objetivo declarado da operação, mas alegou que ela acabou ocorrendo após a morte de grande parte da antiga cúpula iraniana. Segundo Trump, o novo grupo no poder seria menos radical, embora ele tenha avisado que, sem avanço diplomático, os Estados Unidos já têm novos alvos estratégicos definidos, incluindo infraestrutura de energia.
Ao comentar o Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte global de petróleo, Trump admitiu que a passagem segue sob acesso controlado pelos iranianos, mas afirmou que os EUA não dependem diretamente desse fluxo. Ele defendeu que os países mais dependentes do petróleo transportado pela região assumam a liderança na proteção da via marítima, enquanto Washington atuaria apenas em apoio.
Trump ainda minimizou a alta recente do petróleo e dos combustíveis, classificando o impacto como temporário e atribuindo a instabilidade a ataques iranianos contra petroleiros e à insegurança na região. Apesar disso, o mercado reagiu com força ao pronunciamento: o petróleo disparou e investidores demonstraram frustração com a falta de um cronograma claro para o fim da guerra.
No discurso, o republicano comparou a duração do conflito atual com outras guerras travadas pelos Estados Unidos no último século para justificar a continuidade da ofensiva. Ele, porém, evitou mencionar diretamente a onda de protestos registrada em cidades norte-americanas nos últimos dias e também não respondeu às críticas sobre o desgaste político interno, em meio a pesquisas que apontam queda na aprovação popular da guerra e do próprio governo. (Com Agência Brasil)




















