Acidente ocorreu a cerca de 60 quilômetros de Milão – Foto: ANSA

Um trem de alta velocidade descarrilou na província de Lodi, norte da Itália, na manhã desta quinta-feira (6) e deixou ao menos duas pessoas mortas e 31 feridas.

As duas vítimas confirmadas são os maquinistas do comboio, que tinham 51 e 59 anos de idade. Seus corpos foram encontrados a cerca de 500 metros da locomotiva.

O trem Frecciarossa AV 9595 da Trenitalia fazia a rota entre Milão, no norte, e Salerno, no sul da Itália. Além dos tripulantes, 28 passageiros viajavam nos vagões. Quatro pessoas foram levadas a hospitais em “código amarelo”, quando o paciente apresenta dores intensas e precisa ser atendido com urgência, e 27 em “código verde”, quando a pessoa tem lesões leves. Nenhum dos feridos corre risco de morrer.

O descarrilamento ocorreu na altura de Casalpusterlengo, cidade da província de Lodi situada a 60 quilômetros de Milão, de onde o trem partira às 5h10 (horário local). Dois vagões tombaram, além da locomotiva, que se chocou com um prédio à beira dos trilhos.

As causas do acidente ainda estão sob investigação, mas o trem viajava a 290 quilômetros por hora, segundo as primeiras investigações da Polícia Ferroviária, e o local do descarrilamento passava por obras de manutenção. O tráfego na linha de alta velocidade entre Milão e Bolonha foi suspenso.

“Poderia ter sido uma carnificina”, disse à ANSA o prefeito da província de Lodi, Marcello Cardona. Já um dos feridos declarou que o trem viajava “muito rápido”. “De repente, ouvi uma batida violenta, um barulho fortíssimo. Acreditava que estava morto”, acrescentou o passageiro ao jornal Libertà.

Os sindicatos do setor ferroviário anunciaram uma greve de duas horas para esta sexta-feira (7), “em respeito às vidas humanas” perdidas. O presidente Sergio Mattarella cobrou o esclarecimento das causas do acidente e lamentou que mais duas pessoas tenham morrido no trabalho.

Da AnsaFlash

Deputado Zé Teixeira