Ritmo de descoberta de corpos diminuiu devido a dificuldades

Destruição provocada por rompimento de barragem em Brumadinho – Foto: EPA

O número de mortos no rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), subiu para 115, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (1º) pela Defesa Civil de Minas Gerais. Outras 248 pessoas estão desaparecidas.

O número indica uma desaceleração na descoberta de corpos em meio aos rejeitos, uma vez que a maior parte dos que estavam perto da superfície já foi encontrada e devido ao fato de que a terra está mais seca, dificultando o acesso a áreas profundas.

Desde o último domingo (27), quando a tragédia contabilizava 37 vítimas, o balanço de mortos subiu para 65 (28/01), 84 (29/01), 99 (30/01) e 110 (31/01). Até o momento, 71 corpos foram identificados.

O rompimento da barragem ocorreu no dia 25 de janeiro, às 13h28. Um vídeo divulgado nesta sexta captou o exato momento da queda do reservatório e mostrou que as pessoas que estavam nos edifícios administrativos da Vale não tinham chances de escapar.

A empresa vem sendo questionada pelo fato de ter instalado estruturas logo abaixo da barragem, na rota da lama. Além disso, o sistema de sirenes para alertar funcionários e a população local não funcionou.

Segundo o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, estimativas preliminares indicam que a lama atingiu uma velocidade máxima de 70 a 80 quilômetros por hora.

DA AnsaFlash