Home Geral Trabalhos de pesquisa do Previne reforçam atuação contra cigarrinha do milho para...

Trabalhos de pesquisa do Previne reforçam atuação contra cigarrinha do milho para combate a molicutes e viroses

O milho é a principal fonte de alimentação e reprodução do inseto transmissor dos enfezamentos vermelho e pálido e dos vírus do raiado fino e potivírus

Após 11 meses de estudos entre os anos de 2020 e 2021, a Fundação MS divulga os primeiros resultados do Programa de Enfrentamento à Viroses e Enfezamentos (Previne), visando o manejo do vetor transmissor de molicutes e viroses durante o desenvolvimento do cereal. Os dados compilados, a metodologia utilizada, as medidas de prevenção e o controle do vetor serão exibidos durante a Apresentação de Resultados Sistemas de Produção 2ª Safra, realizada no próximo dia 30 de novembro, com transmissão pelo canal do Youtube da instituição de pesquisa. O programa é realizado com o apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS).

A pesquisa contou com seis etapas e teve como objetivo principal gerar dados mais robustos sobre a doença em Mato Grosso do Sul. Para chegar aos resultados, os pesquisadores buscaram entender o índice de flutuação da cigarrinha, a ponte verde, os melhores produtos para controle químico e biológico, a incidência de enfezamentos e viroses no estado, os híbridos mais tolerantes e o impacto dos fitopatógenos na planta.

O projeto foi conduzido pelos pesquisadores dos setores de Fitotecnia Milho e Sorgo, Herbologia/Entomologia e Nematologia/Fitopatologia da Fundação MS, em uma rede de ensaios instalada nos municípios sul-mato-grossenses de Maracaju, Naviraí e São Gabriel do Oeste, abordando uma ampla variedade de condições climáticas, tipos de solo e híbridos.

“O Previne ajudou a identificar alguns materiais de milho que podemos utilizar como ferramenta. Finalizando esses primeiros resultados do programa, conseguimos ter uma base interessante onde começamos a averiguação das doenças e sintomas no milho tiguera, o controle desse milho, o monitoramento e controle do vetor e o posicionamento”, destacou o pesquisador do setor de Fitotecnia Milho e Sorgo da Fundação MS, Doutor André Lourenção.

O monitoramento permanente da flutuação populacional do inseto indicou a presença em todas as épocas do ano. Contudo, houve aumento significativo da população nos meses de junho e julho, chegando a valores médios acumulados de até 2.700 cigarrinhas/mês. “Tal fato possui relação direta com o estádio fenológico das plantas de milho, uma vez que, neste período, cessaram as aplicações de inseticidas para controle de insetos sugadores como a cigarrinha e o percevejo barriga-verde”, explicou o pesquisador do setor de Herbologia/Entomologia da Fundação MS, Mestre Luciano Del Bem Junior.

Ele também destacou que nos meses seguintes, entre agosto e outubro, verificou-se decréscimo nos níveis populacionais da praga, indicando comportamento migratório para áreas adjacentes que apresentaram plantas hospedeiras, como milho tiguera (Zea mays), sorgo (Sorghum bicolor), capim-braquiária (Urochloa decumbens), massambará (Sorghum halepense), falso-massambará (Sorghum arundinaceum) ou capim-marmelada (Urochloa plantaginea).

A pesquisadora do setor de Nematologia/Fitopatologia da Fundação MS, Doutora Ana Claudia Ruschel, também ressaltou a importância do programa para elaborar estratégias para atuar, de maneira conjunta, em todas as pontas do complexo de enfezamento.

A amplitude dos monitoramentos apontou que todas as plantas de milho tiguera avaliadas, apesar de não apresentarem sintomas, estavam contaminadas com espiroplasma e fitoplasma, que causam os enfezamentos pálido ou vermelho, respectivamente, e com as viroses do raiado fino ou do potivírus. “Todas essas doenças são disseminadas pela cigarrinha do milho, tendo algum indicativo de que o milho tiguera está servindo de fonte de inóculo para o milho safrinha”, explicou Ana.

Ela destacou ainda que o monitoramento de campos de milho com diferentes híbridos mostrou que na região de Maracaju houve menor pressão de doença, já em São Gabriel do Oeste foi possível identificar a doença em cerca de 30% das plantas e em Naviraí cerca de 60% dos materiais estavam contaminados. “Em alguns lugares havia mais fitoplasma, em outras mais espiroplasma, em algumas observou-se infecção mista, ou seja, os dois patógenos na mesma planta”.

Por não haver uma maneira de atuar contra o molicutes quando já se encontra dentro da planta, os pesquisadores ressaltaram que o combate à doença deve ser realizado de duas maneiras: os controles da cigarrinha na área e do milho tiguera no ambiente, reduzindo os níveis de vetores e inóculos no sistema.

Del Bem Junior reforçou que o manejo integrado da praga compreende medidas como a escolha correta do híbrido, época de semeadura, adequado tratamento de sementes e pulverizações foliares frequentes, tecnologia de aplicação empregada e eliminação dos hospedeiros da praga com o uso de herbicidas.

Apresentação de Resultados Sistemas de Produção 2ª Safra

O evento fará uma abordagem mais abrangente para as culturas de segunda safra, apresentando resultados sobre culturas de cobertura, algodão, trigo e sorgo, mantendo o milho como cultura principal.

Com as informações obtidas, o homem do campo pode elaborar estratégias utilizando-se de avaliações sobre adubação, posicionamento de híbridos e cultivares, plantas daninhas, pragas, doenças e culturas alternativas.  O objetivo é demonstrar, para produtores rurais, profissionais da área e estudantes, o que há de melhor no mercado para melhoria da produtividade das lavouras de 2ª safra em ambientes diversificados.

A Fundação MS realizará a Apresentação de Resultados de maneira on-line, com transmissão no canal do Youtube da instituição (youtube.com/fundacaomsoficial), no dia 30 de novembro, a partir das 8h. As inscrições são feitas no link https://cmtl.io/608c0e03.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UM COMENTÁRIO/RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Definição de Cookie

Abaixo você pode escolher quais tipos de cookies permitem neste site. Clique no botão "Salvar configurações de cookies" para aplicar sua escolha.

FuncionalNosso site usa cookies funcionais. Esses cookies são necessários para permitir que nosso site funcione.

AnalíticoNosso site usa cookies analíticos para permitir a análise de nosso site e a otimização para o propósito de otimizar a usabilidade.

Social mediaNosso site coloca cookies de mídia social para mostrar conteúdo de terceiros, como YouTube e FaceBook. Esses cookies podem rastrear seus dados pessoais.

AnúnciosNosso site pode utilizar cookies de publicidade para mostrar anúncios de terceiros com base em seus interesses. Esses cookies podem rastrear seus dados pessoais.

OutrosAlgum conteúdo publicado em nosso site pode incluir cookies de terceiros e de outros serviços de terceiros que não são analíticos, mídia social ou publicidade.