Tese de professora da UFGD ganha prêmio ESG – FAMA Investimentos

Tese foi sobre sustentabilidade e transparência

A pesquisadora e professora da UFGD, Elise Soerger Zaro – Divulgação

A pesquisa de Elise Soerger Zaro, professora do curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), ganhou o primeiro lugar no prêmio ESG – FAMA Investimentos. O prêmio foi criado para fomentar a pesquisa acadêmica em torno dos temas relacionados às pautas da chamada área ESG, que são: ambiental, social e de governança no mercado brasileiro.

Sua tese aponta que a adoção voluntária do chamado Relato Integrado, que une informações financeiras e não financeiras de uma companhia, reduz o custo de capital próprio das empresas.

A primeira edição do Prêmio ESG – FAMA Investimentos contemplou Elise com R$ 15 mil em dinheiro e R$ 500 em créditos de carbono da Moss pela conquista do primeiro lugar, com a tese de doutorado aprovada pela Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP).

Sobre a pesquisa
O principal objetivo do Relato Integrado é melhorar a qualidade das informações oferecidas aos provedores de capital, para que eles sejam capazes de entender a capacidade de criação de valor da organização no curto, médio e longo prazo.

Isso leva a uma redução do risco percebido pelos investidores em relação a essas empresas e reduz o seu custo de financiamento, ou seja, o custo do capital próprio e o custo de dívida.

Os resultados da pesquisa de Elise – de redução do custo de captação das empresas – se baseiam na análise de uma amostra global de mais de 20 mil relatórios de empresas do mundo todo, entre os anos de 2010 e 2017. Considerando as empresas adotantes e grupo de controle, foram utilizadas informações de 564 empresas que adotaram Relatório Integrado voluntariamente.

“Os participantes abordaram temáticas de natureza diversa em suas teses, que envolviam questões de governança, socioambientais, de reporting, discussões de essência e quantitativas. Em um momento em que as questões ambientais ganharam um peso relevante na difusão das questões ESG no Brasil, era improvável que o trabalho vencedor abordasse questões de governança corporativa”, destaca o cofundador e portfólio manager da FAMA, Fabio Alperowitch.

Sobre o prêmio
Em sua primeira edição, a premiação teve como principal objetivo fomentar a pesquisa acadêmica em torno da temática ESG, para oferecer ao mercado informações estratégicas e ajudar a desdobrar benefícios ao mundo corporativo e também à sociedade. Ao todo, o prêmio contou com onze meses de trabalho da banca julgadora, composta por acadêmicos, empresários, investidores, executivos e consultores na área da sustentabilidade.

Com inscrições iniciadas em agosto de 2020, a iniciativa foi marcada pela diversidade dos participantes. Ao todo, foram inscritos 59 trabalhos de estudantes de 27 faculdades e universidades, residentes de 11 estados brasileiros. Dos projetos, 46% vieram de estudantes de graduação, 12% de pós-graduação, 24% de mestrado, 14% de doutorado e 5% de pós-doutorado. Dentre os participantes, houve bastante equilíbrio de gênero, com 54% de homens e 46% de mulheres.

“Os relatos que tivemos dos membros da banca acerca da qualidade dos trabalhos apresentados, bem como sobre a efetividade da iniciativa para o fomento da pesquisa acadêmica nacional, são alentadores e um verdadeiro estímulo para as futuras edições. Embora estejamos neste ato anunciando os dois ganhadores, entendemos que o grande vencedor foi o ecossistema ESG nacional, agora irrigado por dezenas de trabalhos em áreas distintas que podem e devem se desdobrar em impactos futuros”, destaca Alperowitch.

A segunda colocação, com prêmio no valor de R$ 8,5 mil em dinheiro e R$ 500 em créditos de carbono, ficou com o trabalho de pós-graduação de Felipe de Souza Nobre, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC). Natural de Goiânia, Goiás, ele analisou o Índice Carbono Eficiente (ICO2) que mede o desempenho médio das cotações de ativos levando em consideração as emissões de gases do efeito estufa das empresas. Com sua tese, Felipe propôs uma alteração na composição do índice, em decorrência das constantes críticas das indústrias aos índices ESG, por não respeitarem alguns princípios comuns quando se trata do assunto.

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