STJ nega liberdade, e André Puccinelli, filho e advogado continuam presos

Habeas corpus foi negado por ministro do STJ; ex-governador está detido há uma semana no Centro de Triagem de Campo Grande – Divulgação

O ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indeferiu nesta sexta-feira (27) o pedido de liberdade do ex-governador do Estado e pré-candidato ao cargo, André Puccinelli (MDB), seu filho André Puccinelli Júnior, e o advogado João Paulo Calves. O trio foi preso no dia 21 deste mês pela Polícia Federal, por conta das investigações da 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, Papiros de Lama e está no complexo penitenciário de Campo Grande, no Jardim Noroeste. As informações são do portal Correio do Estado.

Conforme a assessoria de imprensa do partido, a defesa deve tentar outro recurso no Superior Tribunal Federal (STF) e aguarda uma decisão até domingo (29). André e o filho estão presos no Centro de Triagem e Calves no Presídio de Trânsito, ambos no complexo penitenciário.

No sistema do STJ consta que “não concedida a medida liminar de André Puccinelli, André Puccinelli Júnior e João Paulo Calves (Publicação prevista para 03/08/2018) (792)”. Este é o segundo recurso indeferido pela Justiça contra o trio, o primeiro foi do desembargador federal Maurício Yukikazu Kato do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

Advogado do trio, André Borges disse que a defesa tentará novos recursos para pedindo a liberdade. “A defesa sabe que a luta é complexa e com obstáculos, mas não irá esmorecer jamais, por acreditar que a prisão é desnecessária; tudo o que for possível continuará sendo realizado, para que cesse o constrangimento representado pelo cárcere indevido”, disse.

A defesa de Puccinelli questionou no habeas corpus encaminhado ao STJ o fato do político ser preso dias antes da convenção partidária. No documento obtido peloCorreio do Estado, os advogado pontuam que apesar da representação inicial do Ministério Público Federal (MPF) ter sido feita no dia 18 de maio, o político só foi preso no dia 20 de julho. Inicialmente o evento do MDB seria realizado no dia 21 de julho, mas foi adiado para o 4 de agosto antes da prisão. De acordo com o habeas corpus, após a representação no dia 18, o MPF complementou no dia 22 de junho e 2 de julho, ou seja, o último adicional foi 18 dias antes da prisão.