Prevenção e tratamento evitam a cegueira, adverte Dr. Glauco Batista, cooperado da Unimed Campo Grande.

Glaucoma só pode ser diagnosticado através de exames oftalmológico – Divulgação

O glaucoma é a segunda maior causa de cegueira no mundo (12,3%), segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, o glaucoma chega a atingir 1 milhão de pessoas acima dos 40 anos e o risco triplica aos 70 anos de idade.

Por isso, o principal objetivo do Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, comemorado em 26 de maio, é informar e conscientizar a população sobre a doença e a importância dos exames preventivos para o diagnóstico precoce.

O Dr. Glauco Batista Almeida, especialista em oftalmologia anual da Unimed Campo Grande, explica que o glaucoma pode ser prevenido por meio da avaliação clínica. “Durante a consulta será realizado anamnese, medida da pressão intraocular e avaliação do nervo óptico. Com esses dados em mãos, o médico poderá informar ao paciente sobre as causas e as melhores formas de tratar o glaucoma”, explica o médico.

O especialista avisa que o glaucoma é uma neuropatia óptica que, quando não tratada, pode levar à cegueira irreversível. “Essa doença tem como principal fator de risco a pressão intraocular elevada, além de outros, como história familiar positiva e uso de medicações”, adverte.

Como na maioria das vezes o glaucoma não apresenta sintomas, é importante a avaliação clínica periódica com o médico oftalmologista. O especialista informa que a doença tem progressão lenta e, muitas vezes o paciente só percebe em casos avançados, quando o campo de visão está bastante comprometido.

A doença pode ocorrer em qualquer idade, mas a tendência é aumentarem as ocorrências após os 60 anos. Ainda segundo o especialista, tratar o glaucoma a tempo é muito importante, porque muda a evolução da doença, prevenindo a cegueira irreversível. “São três as principais formas de tratamento: com uso de colírio, laser ou cirurgia”, finaliza Dr.Glauco.