Convênio foi feito com o Ministério do Turismo e Embratur para aumentar a competitividade do setor

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) fechou um convênio com o Ministério do Turismo e a Embratur para impulsionar as micro e pequenas empresas na cadeia produtiva de turismo no Brasil. Com a parceria, serão destinados R$ 200 milhões.

“Nós estamos dando um passo para maior integração das ações e, assim, realizarmos políticas territoriais. Fechamos o acordo em cima de roteiros, nos quais vamos trabalhar com agentes públicos e privados”, disse o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, durante o evento que celebrou o convênio. O setor de turismo é formado por 95% de micro e pequenas empresas.

Iniciativas de produção de inteligência, inovação da oferta turística, qualificação dos produtos e serviços, promoção internacional dos destinos, melhoria do acesso a serviços financeiros e atração de investimentos para o setor serão algumas das ações desenvolvidas nos próximos dois anos com a parceria.

O Ministério do Turismo também articulou com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) uma linha de crédito de R$ 5 bilhões, dos quais mais de R$ 1,5 bilhão é destinado para o investimento em infraestrutura, tanto de gestores públicos como de iniciativas privadas.

De acordo com pesquisa do Sebrae, as micro e pequenas empresas foram responsáveis por mais de 5 milhões de novos postos de trabalho entre 2006 e 2016. Em dez anos, houve um aumento de 1,1 milhão de pequenos negócios no Brasil, representando 21,9% a mais no número de empresas. Em 2016, as empresas de pequeno porte possuíam 16,9 milhões de postos de trabalho. O desenvolvimento do setor pode ser aprimorado com sistemas de gestão empresarial (ERP), entre outras ferramentas e tecnologias disponíveis no mercado para o gerenciamento de negócios.

Ao contrário do que se possa imaginar, nos períodos de crise, as micro e pequenas empresas tiveram menos demissões do que as empresas de médio e grande porte. Entre 2014 e 2015, as MPE perderam 300 mil trabalhadores, e entre 2015 e 2016, 600 mil. Nas médias e grandes empresas, a perda foi de 1,1 milhão e de 900 mil, respectivamente. Os dados e informações são provenientes do Anuário do Trabalho nos Pequenos Negócios.