Evento reuniu centenas de profissionais da área de saúde que participaram de atualização em Manejo Clínico da Dengue – Foto: Ricardo Minella

Os municípios de Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Petrolina (PE) são as três cidades brasileiras escolhidas para sediarem a etapa final de um projeto que consiste na injeção de uma bactéria, denominada Walbacchia, em ovos do mosquito Aedes aegypti, para diminuir a capacidade de transmissão da dengue e outras doenças pelo inseto. A ação terá início no segundo semestre de 2019 e deverá ter uma duração de cerca de três anos.

O anúncio do uso desta tecnologia foi feito pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, manhã desta segunda-feira (15.4) durante abertura do evento “Atualização em Manejo Clínico da Dengue e febre do chikungunya e no controle vetorial do Aedes aegypti”, na Escola de Saúde Pública Dr. Jorge David Nasser. A atividade tem como objetivo capacitar profissionais da área de Controle de Vetores dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

Presente no evento, o secretário de Estado de Saúde Geraldo Resende definiu a nova tecnologia como “um avanço que pode significar uma redução drástica da doença nos próximos anos, desde que os métodos atuais de combate não sejam deixados de lado”. Ele conclamou a população a continuar vigilante, exterminando focos de proliferação do mosquito Aeds aegypti. “Vamos continuar fazendo nossa lição de casa”, salientou.

Denominado World Mosquito Program Brasil (WMPBrasil) o projeto é realizado pela Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde, que, para essa nova fase, vai investir R$ 22 milhões. “A metodologia é inovadora, autossustentável e complementar às demais ações de prevenção ao mosquito”, salienta o ministro Mandetta. O método é seguro para as pessoas e para o ambiente, pois a Wolbachia vive apenas dentro das células dos insetos.

Da mesma forma que o secretário Geraldo Resende, o ministro da Saúde reforçou que a estratégia de combate ao mosquito Aedes continua sendo responsabilidade de todos. “Essa é uma estratégia complementar. Governo e sociedade têm que continuar utilizando os métodos atuais de combate ao mosquito”, salientou Mandetta. “As ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal”.

O Ministério da Saúde gerencia e monitora todas as ações por meio da Sala Nacional de coordenação e Controle para enfrentamento do Aedes, que atua em conjunto com outros órgãos. A Sala Nacional articula com as 2.166 Salas Estaduais e Municipais as ações de mobilização e também monitora os ciclos de visita a imóveis urbanos no Brasil, que são vistoriados pelos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.