Revista Nature Communications aceita artigo de pesquisadores da UCDB

Uma das maiores revistas científicas da área de Ciência da Vida do mundo publicará pesquisa liderada por Dr. Octávio Luiz Franco

Professor Dr. Octávio Luiz Franco, da UCDB, um dos líderes da pesquisa que será publicada na Revista Nature Communications – Divulgação

Artigo científico desenvolvido pelo S-Inova Biotech — Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (Mestrado e Doutorado) da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) recebeu aceite, neste mês, da revista mais conceituada do mundo na área de Ciência da Vida, aNature Communications.

Um dos líderes da pesquisa intitulada “In silico optimization of a guava antimicrobial peptide enables combinatorial exploration for peptide design” foi o professor Dr. Octávio Luiz Franco, da UCDB. A professora Dra. Suzana Meira Ribeiro também faz parte do grupo de pesquisadores que estudaram um peptídeo que, se potencializado, é capaz de atuar de maneira eficiente contra ultra bactérias. A partícula foi inspirada em um composto de uma fruta muito popular no Brasil, a goiaba, e pode ser a chave para a criação de um novo fármaco.

“Há tempos as pessoas têm tentado solucionar um problema farmacológico com o uso de compostos naturais, como chás e emplastros. Desta forma, criamos uma maneira de potencializar o efeito deste composto natural contra o que causou a infecção e diminuir o efeito colateral no paciente. Criamos um algoritmo que, quando aplicado ao item pesquisado, no caso um antibiótico natural da goiaba, ampliamos o potencial da molécula retirada da fruta para o controle de bactérias ultra resistentes quase uma centena de vezes”, esclareceu professor Octávio.

O peptídeo identificado pela pesquisa é eficiente, principalmente, contra duas superbactérias: aPseudomonas aeruginosa, causadora de infecções no intestino, e aKlebsiella pneumoniae resistente(KPC), responsável por causar pneumonia, infecções sanguíneas e no trato urinário, quadros que podem evoluir para uma infecção generalizada.

Além disso, segundo Octávio, a molécula potencializada também deve auxiliar em outros tratamentos: “Pode funcionar como um antibiótico de amplo espectro que atinge grande número de microrganismos nas doses terapêuticas. Outra vantagem é que ao aumentar o potencial do peptídeo a viabilidade de diminuir o preço também cresce e podemos chegar mais perto de um novo composto farmacêutico”.

Parcerias internacionais

Para obter os resultados, os professores da UCDB contaram com a parceria de diversos programas de pesquisas no exterior, entre eles está o Instituto MIT — especializado em tecnologia. Junto com o instituto, também apoiaram o estudo a Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, por meio do Centro de Doenças Microbianas e Pesquisa de Imunidade, e a Universidade Paris-Sorbonne, na França. Além disso também participaram da pesquisa a Universidade de Goiás e a Universidade Católica de Brasília.

Segundo professor Octávio, este tipo de parceria internacional foi fundamental para a elaboração da pesquisa: “Nós somos experts em desenvolvimento de antibióticos, mas foi preciso reunir especialistas qualificados em diferentes áreas para poder auxiliar no processo. Recorremos aos pesquisadores do Canadá, pois eles possuem tecnologias que permitem testes em grandes quantidades, já o pessoal do MIT é especialista em testes com biofilme e microscopia e, por fim, os pesquisadores franceses são experts em trabalho com membranas. Esse trabalho integrado foi fundamental para os resultados obtidos”.

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