“Retrocesso da administração municipal fecha 2017 com saldo negativo para Dourados”, diz Madson

Madson avalia que Dourados finalizou o ano com saldo negativo de ações - Foto: Thiago Morais
Madson avalia que Dourados finalizou o ano com saldo negativo de ações – Foto: Thiago Morais

Finalizando os trabalhos legislativos de 2017, o vereador Madson Valente (DEM), após avaliar as ações desenvolvidas ao longo do ano pela administração municipal, apontou que Dourados enfrentou uma das piores crises, do ponto de vista administrativo, da história do município.

Madson explica que, como fiscalizador do Executivo, as maiores dificuldades enfrentadas pela população douradense estão ligadas às áreas de Educação e Saúde. “A principal situação e a mais marcante foi para os profissionais da Educação que viveram um retrocesso na área educacional, com a retirada do piso nacional. Avalio como a mais traumática”, esclarece.

O vereador ainda citou a turbulência vivida na Casa de Leis, quando servidores da Educação se revezavam em vigílias para tentar coibir que outros projetos fossem votados, tais como o PCCR (Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração) e o fim da eleição para diretores de escolas.

“Não tenho dúvidas que o meu posicionamento, aliado a uma minoria de vereadores, foi fundamental para que somados ao funcionalismo público viéssemos conseguir fazer o governo deixar para o ano que vem a votação do PCCR e ainda conseguimos fazer, após muita pressão, que o governo se comprometesse a garantir que não enviaria projeto para acabar com eleição para diretor”, pontua.

Madson ainda elencou sua luta para garantir o transporte dos alunos da cidade e da zona rural no início de 2017, visto que a prefeitura suspendeu a prestação de serviços, prejudicando estudantes. Ele também relembrou sobre o seu posicionamento quanto à compra da merenda escolar, uma vez que a prefeitura veio a licitou, através do PNAE (Plano Nacional de Alimentação Escolar), a aquisição da merenda escolar de pequenos produtores e cobrou que a prefeitura atendesse a Constituição Federal e adquirisse os produtos da comunidade agrícola do município.

O vereador citou também projeto do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) que visava a redução do prazo de pagamentos dos impostos para loteamentos sociais, proposta pelo governo municipal “Depois de muito debater e mostrar a necessidade dos moradores desses loteamentos, o governo recuou e, desta forma, a população mais carente continuará com os benefício”, explica.

Madson apontou mais dois projetos bastante discutidos na Câmara e nos segmentos envolvidos. Um relacionado aos contabilistas do município e outro autorizava edificações em áreas de várzeas. “Também mantive um discurso firme para defender os direitos das categorias e mais uma vez a administração percebeu que não era possível continuar com projetos que prejudicassem os profissionais”, afirma.

“Com todas estas situações elencadas acima e por fazer parte de uma minoria independente, tenho que comemorar. Contribui para o debate de forma autêntica, fui fiel a Dourados e não ao governo municipal, votei aquilo que considerei bom para o município e fui determinado para defender o povo de Dourados”, completou o vereador.

Ele disse ainda que “muitos projetos que representavam mais retrocessos teve o meu posicionamento contrário. Na maioria deles consegui, junto aos colegas vereadores independentes, fazer o governo recuar, entretanto perdemos em algumas situações, tais como no projeto de aumento de cargos de confiança, na falta de apoio para rever o IPTU da zona rural, no aumento de impostos e na retirada do piso nacional dos professores”, afirma.

Madson finaliza avaliando como negativo o saldo das ações administrativas realizadas em 2017. “O governo prejudicou somente a população, não vejo prejuízos para o meu mandato”, considerou Madson.