Documento inicial apontou falha em software da aeronave

Acidente com jato da Ethiopian Airlines foi no último 10 de março – Foto: Ansa

Um relatório preliminar sobre a investigação da queda do Boeing 737 Max 8, da Ethiopian Airlines, revelou nesta quinta-feira (4) que o os pilotos seguiram “várias vezes” os procedimentos recomendados pela companhia para controlar o avião. De acordo com o documento, a tragédia, que deixou 157 mortos, sendo oito italianos, pode ter sido ocorrida devido a uma falha no software do sistema de controle automático de voo.

Apesar de seus esforços, os pilotos “não conseguiram controlar a aeronave”, informou a ministra dos Transportes da Etiópia, Dagmawit Moges, durante coletiva de imprensa.

Segundo ela, “o sistema de controle de voo da aeronave deve passar por uma revisão”.

Após a revelação do relatório, o presidente-executivo da Ethiopian Airlines, Tewolde GebreMariam, disse estar “muito orgulhoso” do “alto nível de desempenho profissional” dos pilotos, que “cumpriram todos os procedimentos de emergência”.

No último 10 de março, um jato da Ethiopian Airlines matou 157 pessoas perto de Adis Abeba. Antes disso, no dia 29 de outubro, um acidente parecido com a Lion Air já havia custado as vidas de outros 189 indivíduos na Indonésia. As tragédias fizeram com que a companhia suspendesse as operações desse modelo de aeronave para realizar uma atualização do software antiestol do 737 MAX.

Da AnsaFlash