Governador Reinaldo Azambuja em reunião do Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro-Oeste, nesta quarta-feira, 27, em Brasília - Foto: Clodoaldo Silva
Governador Reinaldo Azambuja em reunião do Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro-Oeste, nesta quarta-feira, 27, em Brasília – Foto: Clodoaldo Silva

O governador Reinaldo Azambuja participou em Brasília, na manhã desta quarta-feira,27, da reunião do Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel/Sudeco) que liberou o acesso das empresas da defesa (armas, tecnologia da informação, munições e equipamentos bélicos) que queiram se instalar em Mato Grosso do Sul aos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO).

Também o colegiado, acatando pedido do governo sul-mato-grossense, igualou o prazo de financiamento de custeio agropecuário com os prazos concedidos ao capital de giro para o desenvolvimento rural. “No custeio existe o prazo de ano safra, ao ampliar este prazo para o capital de giro, beneficia os setores do comércio e de serviços, já que o capital de giro é usado principalmente por estes segmentos para sustentação de seus negócios. Com um prazo mais elástico, podendo ajudar muito o setores de serviços e comércio de Mato Grosso do Sul, que poderão fazer um planejamento financeiro maior”, avaliou Azambuja após a reunião.

Além desta preocupação em assegurar recursos para o comércio e serviços, o Condel discutiu a ampliação do limite de recursos disponibilizados pelo FCO às cooperativas de crédito. “Devido a gama de cooperados que tem em todos os seus segmentos, os recursos disponibilizados hoje para as cooperativas é insuficiente para atender a demanda dos tomadores, em contrapartida tem sobra de recurso do FCO no Banco do Brasil. A proposta de Mato Grosso, apoiada por nós, é que possa chegar ao limite de 10% ao ano.  Um exemplo: se o FCO tem R$ 10 bilhões, R$ 1 bilhão seria transferido às cooperativas de créditos, com isso poderemos pulverizar ainda mais os créditos do Fundo, chegando a número maior de cooperados. Haverá descentralização, redução na concentração de recursos no Banco do Brasil, o que facilita para o tomador, já que cooperativa de créditos tem em todas as áreas”.

Outro assunto deliberado pelo Condel – que tem a participação dos governadores de todos os Estado do Centro-Oeste – foi a mudança na legislação para permitir que empresas estratégicas de defesa tenham acesso as linhas de crédito do FCO e FDCO. Para tanto, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, participou do encontro e defendeu a alteração nas normas legais. “Quem viu a colocação do ministro Jungmann, ela é pertinente. A indústria da defesa movimenta mais de R$ 250 bilhões no Brasil como um todo. A defesa não é só arma, é tecnologia, é utensílio, fardamento, é comunicação, é TI (Tecnologia da Informação).  Você tendo fonte de financiamento para o setor industrial, nós temos o FCO e o FDCO, abre outro horizonte, poderemos ter algumas indústrias da defesa interessadas em vir para o Centro-Oeste, usando estes recursos e fomentando a economia”, afirmou o governador, explicando que Mato Grosso do Sul já tem uma lei de incentivos que podem atender as empresas do setor de defesa.

“A nossa lei de incentivo é ampla e já é convalidada, com isso essas indústrias que podem investir em TI (tecnologia da informação), tecnologia, fardamento, e outros equipamentos até para exportação, isso é possível. A Lei atende vários segmentos. Tendo interesse, a indústria de defesa será amparada”, destacou Azambuja.

Participaram da reunião também representantes dos estados de Mato Grosso e Goiás e do Distrito Federal.  O encontro foi presidido pelo ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho.