Prefeitura de Caarapó fecha as portas

Dirigente municipal decreta situação especial de emergência e reduz serviços por falta de combustível; aulas estão suspensas na rede municipal de ensino

Prefeito Mário Valério discursa em evento público realizado pela prefeitura – Foto: Divulgação

O prefeito de Caarapó, Mário Valério (PR), decretou situação especial de emergência no município. A medida, adotada na segunda-feira (28) por tempo indeterminado, já está valendo e resulta dos efeitos provocados pela greve nacional dos caminhoneiros.

O dirigente justifica a medida considerando a paralisação nacional dos profissionais do transporte em manifestação contra os preços dos combustíveis, dentre outras reivindicações, que tem afetado diversos setores da economia na circunscrição do município, provocando o desabastecimento de materiais e insumos essenciais, como combustível e alimentos, inviabilizando o transporte escolar regular e a manutenção das aulas na rede municipal de ensino por falta de gêneros alimentícios componentes da alimentação escolar.

Além disso – justifica o mandatário – há necessidade de adoção de medidas preventivas, com o objetivo de manter e resguardar os serviços de caráter essencial, considerando a indefinição quanto ao fim da paralisação das manifestações dos caminhoneiros e o tempo necessário para se retomar as condições normais de transporte e distribuição de produtos essenciais.

Na prática, a prefeitura fechou. De acordo com Mário Valério, carros e máquinas estão parados. Apenas os serviços essenciais, como coleta de lixo e atendimento na área de saúde, estão sendo realizados. Setores como Tributação e Cadastro, além do Departamento de Contabilidade, estão funcionando em regime de plantão. Mesmo com os serviços reduzidos, os secretários municipais estão autorizados a adotar todas as medidas necessárias para a manutenção da regularidade das atividades institucionais e limitar demandas visando ao atendimento da saúde – especialmente o transporte de pacientes com ambulância – e demais serviços essenciais.

“Apoiamos a paralisação dos caminhoneiros, pois achamos que não é justo que aqueles que transportam o progresso Brasil afora arquem com o alto custo dos combustíveis e ganhem tão pouco com os fretes de baixo valor. Assim, a luta pela redução do preço do diesel é absolutamente justa”, declarou Mário Valério em recente reportagem publicada pela imprensa.

O dirigente caarapoense diz esperar que o anúncio feito pelo governo federal, relativo ao atendimento das reivindicações dos caminhoneiros, ponha fim à crise e a situação retorne à normalidade.