Produtividade de soja em Ponta Grossa-PR pode cair até 15%

A Secretaria de Comércio Exterior divulgou dados que indicam que o Brasil segue atingindo bons resultados na exportação de soja. Só em março, foram mais de 8,9 milhões de toneladas. Na média diária de volume exportado, o resultado subiu das 304,6 mil toneladas para 471,3 mil toneladas. A tendência é que haja melhora no preço do produto no segundo semestre.

“Realmente, esses números impressionam e registram mais um recorde para o Brasil. O que mantém as nossas exportações aquecidas? É a nossa maior competitividade no mercado exterior, com uma melhor qualidade e um preço melhor de soja neste momento. Principalmente para o maior comprador mundial de soja neste momento, que é a China. Uma vez que a guerra comercial com os EUA continua, e portanto, a soja americana segue tarifada em 25% pelos chineses. Então todas as empresas chinesas que precisam comprar soja dos EUA têm esse valor a mais para pagar. E com uma boa oferta que nós temos aqui no Brasil, boa qualidade e preço competitivo, os compradores estão focados aqui. Diante disso, foi exportado no primeiro semestre do ano 17,2 milhões de toneladas, bem acima do mesmo período do ano passado, quando o total ficou pouco acima dos 12,3 milhões. Isso deve gerar uma disputa da demanda para exportação com a demanda interna, os esmagadores, o que pode trazer preços melhores para os produtores no segundo semestre”, diz Carla Mendes, jornalista do Notícias Agrícolas.

Apesar do desempenho positivo do país, uma importante região produtora está preocupada. Faltando pouco para a colheita total da safra de soja, a estimativa em Ponta Grossa, no Paraná, é que haja uma queda de 10% a 15% na produtividade.

Segundo Carla, “foram todas as questões de adversidades climáticas sentidas pelos produtores de Ponta Grossa. Eles choveram com períodos de falta de chuvas, veranicos, temperaturas bastante elevadas e tudo isso reduziu o potencial de produtividade de Ponta Grossa, que é um dos mais importantes do estado do Paraná quando o assunto é produção de soja e o município tendo uma média de 50 sacas de soja por hectare de rendimento, e isso faz com que as margens de rentabilidade elas empatem com os custos de produção, ou seja, o produtor não deve ter lucro, segundo informações do Sindicato Rural de Ponta Grossa.”