A proposta do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de transformar a Faixa de Gaza na “Riviera do Oriente Médio” sob controle americano gerou forte oposição dos palestinos e da comunidade internacional. O plano, que prevê a expulsão da população local, foi apresentado ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e rapidamente repudiado por diversas lideranças.
O grupo islâmico Hamas classificou a ideia como “ridícula e absurda”, alertando para o risco de maior instabilidade na região. A Autoridade Nacional Palestina (ANP), liderada por Mahmoud Abbas, também rejeitou a proposta, afirmando que os direitos do povo palestino não serão violados. Abbas destacou que não aceitará qualquer tentativa de deportação forçada.
A reação negativa se estendeu a países do Oriente Médio. A Turquia criticou a viabilidade do plano, chamando-o de “perda de tempo”, enquanto a Arábia Saudita reafirmou que não haverá normalização com Israel sem um Estado palestino independente. A China também condenou a proposta, reforçando sua posição favorável à solução dos dois Estados.
Na Europa, diversas nações expressaram preocupação. O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, defendeu que “Gaza pertence aos palestinos”, enquanto o vice-premiê da Itália, Antonio Tajani, reafirmou o apoio à criação de dois Estados. A França também rejeitou a ideia de que Gaza possa ser controlada por uma potência estrangeira, enfatizando que a solução passa por um futuro Estado palestino.
Trump argumentou que a evacuação dos palestinos de Gaza permitiria sua reconstrução sob comando americano, garantindo prosperidade econômica. “Gaza será a Riviera do Oriente Médio”, afirmou o ex-presidente, defendendo que os palestinos se estabeleçam em outros países para garantir a paz na região.
Netanyahu elogiou a iniciativa de Trump, chamando-a de “transformadora para a história”. Já membros da ultradireita israelense, como o ministro das Finanças Bezalel Smotrich, apoiaram o plano como um passo definitivo para impedir a criação de um Estado palestino. A proposta, no entanto, enfrenta resistência global e levanta preocupações sobre seu impacto na estabilidade do Oriente Médio.



















