Sergio Moro no programa Pânico, da Jovem Pan – Reprodução

Em entrevista ao programa “Pânico”, da rádio Jovem Pan, nesta segunda-feira, 27, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse que a possível indicação para a cadeira do ministro Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal (STF) – que se aposenta compulsoriamente em novembro deste ano ao completar 75 anos – é uma “perspectiva natural e interessante” para a carreira. As informações são do Estadão Conteúdo.

Moro, ao começar a responder sobre a possível indicação ao STF, evitou falar diretamente sobre o tema, destacando que não gosta de “discutir vaga quando ela não existe”, reforçando que a escolha do indicado cabe ao presidente Jair Bolsonaro e que qualquer decisão “será respeitada”. Contudo, depois acabou admitindo que a vaga no STF representa uma perspectiva “natural e interessante” à sua carreira.

O ministro também afirmou que não tem “perspectiva de ir para a política partidária ou concorrer às eleições”. E frisou: “Eu quero ficar um pouco longe das discussões (políticas) que não são da minha área. Prefiro fazer o meu trabalho.”

Moro também disse que o nome ideal para compor como vice a provável chapa do presidente Jair Bolsonaro à reeleição, em 2022, seria o atual vice-presidente, general Hamilton Mourão. “Quem vai decidir o vice é o presidente (Jair Bolsonaro)”, disse Moro que, no seu entender, mesmo seu nome estar sempre cotado, o ideal seria a manutenção de Mourão no posto.

Moro ainda voltou a comentar sobre a possibilidade de cisão da sua pasta. Apesar de afirmar que “o assunto está encerrado” – por causa da declaração de Bolsonaro na sexta-feira, 24, que afirmou ser “zero” a chance de divisão -, o ministro considerou que “pode ser que no futuro lá distante volte a se cogitar isso” e defendeu: “Não acho uma boa ideia”. “Os ministérios juntos são mais fortes.”

Deputado Zé Teixeira