Informatização já é uma realidade para os microempreendedores

Investimento em tecnologia e automatização já foi um assunto para multinacionais e empresas de grande porte. Mas, recentemente, as empresas de pequeno porte também passaram a se utilizar desses artifícios para aumentar a eficiência dos processos, a produtividade e, consequentemente, o lucro com a venda de produtos e serviços. Uma dessas ferramentas é o ERP online (softwares de gestão de processos).

Pagar fornecedores, controlar o fluxo de caixa, cadastrar produtos em uma loja virtual: essas e outras tarefas podem ser feitas por meio de um único software de gestão. É por causa dessa facilidade que as micro e pequenas empresas passaram a usar essas ferramentas com o objetivo de deixar os processos burocráticos com as máquinas e poderem se concentrar em outras atividades.

O setor percebeu essa mudança de mentalidade e também começou a disponibilizar uma série de serviços com um bom custo-benefício para quem tem poucos recursos. De acordo com levantamento realizado pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, 35% das microempresas investem em tecnologia para melhorar a eficiência e aumentar as vendas.

As opções são as mais variadas: 10% usam marketplaces; 9% tecnologias de pagamento; 8% catálogos virtuais de informações e softwares de gestão de vendas. Até mesmo inteligência artificial e robôs de atendimento são recursos utilizados pelos pequenos empresários. As ferramentas, como os softwares de gestão, são cruciais para os negócios, segundo a pesquisa. Nove em cada dez são taxativos ao afirmar que aumenta a eficiência. Cerca de 60% enxerga potencial de aumento nas vendas, melhoria no atendimento (45%) e, consequentemente, um cliente mais satisfeito (42%).

O ERP, em particular, é fundamental para os microempreendedores, porque os auxilia a gerenciar questões administrativas e burocráticas, muitas vezes negligenciadas nas tarefas do dia a dia. A centralização dos processos em um único lugar também pode diminuir as falhas de comunicação entre os funcionários e o número de fraudes. Com um fluxo mais organizado, o risco de informações de fornecedores e consumidores se perder é menor, reduzindo a margem de prejuízo e maximizando ainda mais os lucros.