Claro, Herculano, Corrêa, Lucas e David, após reunião que confirmou apoio do G-6 ao deputado do PSDB na disputa pelo comando da Assembleia – Foto: Paulo Francis

Deputado do PSDB larga na frente na composição da futura Mesa Diretora e garante que manterá busca por mais aliados

Menos de 24 horas depois de ser apontado pelo PSDB candidato oficial do partido à presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Paulo Corrêa já reuniu apoios suficientes que lhe garantiriam vitória na eleição, marcada para o início de fevereiro. Na tarde desta quarta-feira (5), o deputado viu o G-5, grupo pluripartidário formado por cinco parlamentares estaduais que declarou apoio ao seu projeto, transformar-se em G-6 e confirmar os 13 votos necessários para a presidência da Casa. A tendência, porém, é de que mais deputados se alinhem a Corrêa. As informações são do Campo Grande News.

Paulo Corrêa foi confirmado na disputa pelo comando da Assembleia após reunião no Diretório Regional do PSDB na noite de terça (4), já garantindo, no mínimo, o seu próprio voto e o dos colegas Professor Rinaldo e Marçal Filho. Na manhã desta quarta, participou de reunião com a futura bancada do MDB, recebendo confirmação do apoio de Eduardo Rocha, Márcio Fernandes e Renato Câmara. Londres Machado (PSD), que foi colega de Corrêa no PR e retornará à Assembleia em 2019, também confirmou alinhamento com o deputado tucano.

Ainda pela manhã, Paulo Corrêa viu o G-5 sinalizar apoio à sua candidatura. Horas depois, o grupo até então formado por Coronel David (PSL), Herculano Borges (SD), Lucas de Lima (SD), Gerson Claro e Evander Vendramini (ambos do Progressistas) ganhou o reforço de Neno Razuk (PTB), conforme anunciado em nova reunião na sede do PSDB em Campo Grande. Com isso, o candidato soma 13 dos 24 votos e atinge a maioria simples na eleição. Neno e Vendramini cumpriam compromissos particulares e, por isso, não participaram da reunião, embora fossem considerados votos certos.

Após o encontro, David afirmou que a disposição do grupo em se alinhar ao PSDB na eleição para a Mesa Diretora veio desde as eleições de outubro.

“Temos a unidade de pensamento do apoio ao governador Reinaldo Azambuja para dar a ele a governabilidade para os quatro anos. Dentro dessa premissa, fizemos o compromisso de, com aquele que fosse escolhido como candidato pelo PSDB à presidência, nós iríamos conversar, como fizemos hoje. E declaramos o apoio por entendermos que o deputado Paulo Corrêa, pela experiência que tem, vai poder liderar para enfrentarmos o momento que vive atualmente a política nacional”, destacou David, reforçando que o candidato a presidente “pode conduzir a Assembleia no instante em que toda a nação pede mais seriedade no trato com a coisa pública”.

Por escrito – Herculano reforçou a declaração, apontando que há “afinidade do grupo formado no período eleitoral” e possibilidade de a composição, que poderá aumentar nos próximos dias e também participar da Mesa Diretora “em posições importantes, ajudando o presidente Paulo Corrêa no seu trabalho, uma pessoa que tem experiência e todas as condições de fortalecer o Legislativo”.

Corrêa, após agradecer o suporte vindo do G-6, explicou que desde a noite de terça, após ser “legitimado pelo PSDB”, começou a busca por mais partidos “para compor uma Mesa (Diretora) democrática e dar uma mostra do nosso trabalho”.

Ele destacou que outros parlamentares abriram discussões sobre o projeto, alicerçado em questões como a modernização da Casa de Leis.

“Vamos sentar na mesa com os apoiadores para fazer uma construção democrática”, pontuou o candidato, ao reiterar que os entendimentos continuam e vão além da direção da Assembleia, passando pelas comissões permanentes e formação de blocos partidários, que permitam à Assembleia “ser proativa, e não reativa” em questões administrativas e políticas.

Os apoios ao deputado do PSDB vem sendo formalizados por meio da coleta de assinaturas, apresentadas por Corrêa durante a entrevista. Concomitantemente, espaços na futura Mesa Diretora também vêm sendo discutidos. O MDB, por exemplo, pleiteou indicar Eduardo Rocha para a primeira vice-presidência –o partido vinha negociando a formação de um bloco com o PT, de Pedro Kemp e Cabo Almi, sendo que este já vê Corrêa como favorito na disputa.