Papa faz apelo por medidas efetivas contra abusos na Igreja

O líder católico discursou na abertura da reunião nesta quinta – Foto: Ansa ANSA/ VATICAN MEDIA ++HO – NO SALES EDITORIAL USE ONLY++

Durante a abertura da cúpula histórica para debater os casos de abusos sexuais cometidos por membros do clero, o papa Francisco fez um apelo por “medidas concretas e efetivas” para punir os religiosos criminosos. Em seu discurso, o Pontífice afirmou que o “povo de Deus” espera que “nós não só condenemos, mas que tomemos medidas concretas e efetivas”, porque é “necessário”. “Confrontados com o flagelo do abuso sexual perpetrado por clérigos contra menores, pensei em me consultar com todos juntos, patriarcas, cardeais, arcebispos, bispos, superiores religiosos e responsáveis, para que juntos possamos ouvir o grito dos pequenos que pedem justiça”, enfatizou perante a mais de 180 religiosos. Segundo Jorge Bergoglio, a cúpula sobre os casos de abusos deve ser pesada pela responsabilidade pastoral e eclesial, o que “os obriga a discutir em conjunto, em um sínodo, de forma sincera e profunda sobre como lidar com este mal que aflige a Igreja e a humanidade”.

O líder da Igreja Católica também ressaltou que é preciso “coragem” e “concretude” para este encontro, justamente por isso será entregue aos presentes “uma linha guia” para ajudar todos a refletir. A medida é um ponto de partida das discussões. “Como subsídio, gostaria de compartilhar com vocês alguns critérios importantes, formulados pelas várias Comissões e Conferências Episcopais”, disse. Em um pedido especial, o Papa fez um apelo ao Espírito Santo para ajudar a Igreja nos próximos dias a “transformar este mal em uma oportunidade para conscientização e purificação”.

“[Virgem] Maria nos ilumine para tentar curar as feridas graves causadas pelo escândalo da pedofilia tanto aos pequenos quanto aos crentes”. A conferência, que durará quatro dias, leva o nome de “A Proteção dos Menores na Igreja” e conta com a participação de 114 bispos de Conferências Episcopais.

A abertura do encontro foi feita com o relato de uma vítima, lido por um dos membros da comissão organizadora, o padre Hans Zollner. “Nem os meus pais, nem os oficiais da Igreja ouviram o meu clamor. Eu pergunto-me: Porque Deus também não o ouviu?”, diz as palavras.

Da AnsaFlash