Pais estão acampados na prefeitura esperando a normalização da educação – Foto: Assessoria

Preocupada com o caos que se instalou na educação de Dourados desde o início do ano letivo, a vereadora Daniela Hall (PSD) cobra celeridade nas nomeações dos professores que serão efetivados na Prefeitura Municipal. Sem aula e sem perspectiva de uma educação de qualidade, pais e alunos estão acampados há dois dias no pátio da administração municipal.

Uma determinação judicial, emitida no início do ano, suspendeu o processo seletivo de contratação de professores, para que fosse realizada a nomeação dos aprovados em concurso público e, dessa forma, resultou indiretamente na paralisação das atividades do CEI (Centro de Educação Infantil) da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), deixando 88 crianças sem atendimento.

O Centro de Educação Infantil UFGD é resultado de um acordo de cooperação técnica entre a UFGD e a Prefeitura Municipal, que gera responsabilidades específicas para as duas partes. Entre as atribuições da Prefeitura está a de disponibilizar recursos humanos necessários para o funcionamento adequado desde professores até cozinheiras, sendo responsável pela remuneração desses profissionais.

Para a eletrotécnica Ana Maria Costa, que tem um filho de 4 anos que fica em período integral no Centro de Educação há dois anos, a falta de planejamento da administração é nítida. “Essa situação está gerando uma série de dificuldades aos pais, que não têm onde deixar as crianças durante o expediente de trabalho ou durante as aulas. Vamos continuar aqui com nossas crianças, pois não tem negociação, precisamos do atendimento de volta”, lamentou Ana Maria.

Já a professora Liliane da Rocha, que também tem um filho de 4 anos no CEI, está preocupada com a mudança de pasta da unidade escolar. “Estão dizendo que a assistência social será a responsável pelas nossas crianças e isso não admitimos. Não quero que meu filho vá ao centro de educação apenas para comer e dormir, exigimos um ensino de qualidade a essas crianças”, disse Liliane.

Para a vereadora Daniela Hall, a situação está se agravando a cada dia. “A medida judicial faz parte de um processo que investiga se a Secretaria Municipal de Educação estaria fazendo contratações de professores de forma inadequada, mas acabou afetando pais e alunos de diversas escolas municipais e conveniadas do nosso município. É preciso pensar no atraso do ensino e dar celeridade nessas nomeações”, afirmou Daniela.