Painel foi mediado pelo diretor-regional do Senai, Jesner Escandolhero, e pela diretora do ISI Biomassa, Carolina Andrade – Assessoria

Como parte da programação do 1º Workshop Internacional de Inovação em Biomassa, que começou nesta quarta-feira (14/03) e prossegue nesta quinta-feira (15/03), no ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa), em Três Lagoas (MS), foi realizado um painel para debater as possibilidades da inovação em biomassa em Mato Grosso do Sul e no Brasil.

Mediados pelo diretor-regional do Senai, Jesner Escandolhero, e pela diretora do ISI Biomassa, Carolina Andrade, foram convidados para participar da discussão o conselheiro da ABTCP (Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel), Nestor de Castro, o gerente da Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul), Érico Paredes, o diretor de operações da Embrapii, Carlos Eduardo Pereira, e o gerente de tecnologia e inovação do Departamento Nacional do Senai, Fábio Pires.

Ao abrir o painel, Jesner Escandolhero destacou o objetivo de promover um lançamento técnico do ISI Biomassa. “Temos aqui players nacionais e internacionais e academia para discutirmos temas inerentes à biomassa, assuntos intrínsecos à inovação, ou seja, pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos tendo como matéria prima a biomassa”, afirmou.

Já Carolina Andrade reforçou a necessidade de debater temas modernos sobre tecnologias. “Nós, como catalisadores do que acontece na academia para o setor produtivo, temos de criar um ambiente para que haja essa discussão. Temos aqui representantes de diferentes cadeias produtivas para uma convergência e troca de experiências”, comentou.

Nestor Castro ressaltou a importância de pesquisa pré-competitiva dentro do Brasil. “Se você integra a quantidade de produtos que está se desenvolvendo à base de biomassa, nós de certa forma temos perdido um pouco o protagonismo. Os outros continentes, como a Europa, por exemplo, têm um monte de projetos em que dividem essa obrigação pré-competitiva”, explanou.

Para Érico Paredes, a realização de um evento como Workshop Internacional de Inovação em Biomassa é fundamental e muito apropriada. “Estamos trabalhando a regulamentação de uma nova política nacional em biocombustíveis que criou mecanismos de beneficiar indústrias eficientes. Quanto maior a eficiência industrial e agrícola na produção de etanol, essa empresa será recompensada com um certificado de emissão. Muito desse ganho de eficiência vai passar por essa tecnologia que o ISI Biomassa vai desenvolver”, salientou.

Na avaliação de Carlos Eduardo Pereira, o workshop integra vários atores importantes, tanto pesquisadores, como indústrias e associações, apresentando desafios e oportunidades. “São problemas que ninguém vai resolver sozinho. Você tem de ter vários profissionais envolvidos para esses desafios e o Senai e Embrapii tem objetivos em comum. Os dois querem ajudar as empresas a serem mais competitivas e a desenvolverem tecnologia. Hoje 11 institutos de inovação fazem parte da Embrapii para justamente trabalharmos em conjunto, beneficiando o desenvolvimento da indústria”, reforçou.

Já Fábio Pires destacou os institutos de tecnologia e inovação do Senai para o apoio à indústria. “Uma das coisas que temos orgulho de dizer é que 100% dos nossos projetos são desenvolvidos com a indústria e boa parte deles em parceria com universidades e o ISI Biomassa é um dos líderes de parcerias e atende bem essa missão de fazer o link da indústria com a universidade, transformando as pesquisas da universidade em conhecimento aplicado e entregar isso a indústria”, finalizou.

Serviço – Mais informações pelo hotsite http://cursos.senai.ms/workshopbiomass